Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 05/05/2026
Como a base de toda sociedade produtiva, o descarte de resíduos constitui um fundamental pilar para a manutenção da organização urbana e ambiental. Entretanto, a persistência de falhas com o descarte devido dos resíduos, temos impactos sociais, econômicos e até políticos. Além disso, a desvalorização do mercado econômico do “lixo” gera uma incongruência de mercado e invisibilidade social, como descrito no documentário “Lixo extraordinário”, por outro lado temos um trabalho insuficiente e ineficaz do governo no que tange à lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Em primeira análise, é importante destacar como a forma de consumo e reutilização contemporânea intensifica e causa a invisibilidade social daqueles que atuam na base da gestão de resíduos. Sob essa ótica, como ilustrado em “Lixo extraordinário”, a sociedade tende a ignorar o processo produtivo de descarte, fazendo com que os integrantes desse mercado de trabalho sejam ignorados e não tenham a chance de subir na hierarquia social por meio desse ramo, muitas vezes vivendo em condições insalubres nas margens do aceitável perante a sociedade.
Ademais, é imperativo destacar a insuficiência estatal em relação à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Embora a legislação vise à sustentabilidade e proíba terminantemente a existência de lixões em território nacional, o Brasil caminha a passos lentos para o pleno vigor da norma. Prova disso é que o país ainda possui, pelo menos, três mil lixões a céu aberto, segundo dados da plataforma Recicla Sampa de 2025. Essa situação é alarmante, já que a manutenção desses depósitos altera o microclima regional e provoca a intoxicação de lençóis freáticos, o que afeta diretamente a saúde e o bem-estar das populações locais.
Portanto, cabe às prefeituras com o Ministério do Meio Ambiente e associação de catadores a implementação soluções cooperativas de longo prazo. Essa ação deve ocorrer por meio de ampliação da infraestrutura de logística reversa e a fiscalização rigorosa dos meios de descarte visando o fim definitivo de lixões a céu aberto. Além disso, é fundamental que o governo destine maiores investimentos para centros de reciclagem, com o intuito de integrar o catadores ao mercado formal e garantir a eficiência da Política Nacional de Resíduos Sólidos.