Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 04/05/2026

O consumo acelerado na sociedade atual, embalado pelo sistema capitalista, resulta direto em muito mais lixo no Brasil. Assim, diferentemente do que a Constituição Federal de 1988 promete, a garantia de um meio ambiente bom não é realidade para todos. Essa má gestão de resíduos mostra falhas tanto dos governos quanto da consciência da gente, que precisam urgentemente ser olhados.

Primeiramente, notamos a dificuldade em colocar em prática planos governamentais sobre resíduos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, traz regras para o descarte correto e para acabar com lixões, mas sua aplicação é ainda pequena. Pensando como o sociólogo Zygmunt Bauman, em “Modernidade Líquida”, nossa época é de gastar demais e jogar fora fácil, o que cria mais lixo. Nisto, a falta de locais para lixo decente, como aterros e coleta separada, piora a situação e o estrago no ambiente.

Mais ainda, a pouca educação sobre o ambiente piora tudo. Dito por Paulo Freire, a educação deve mudar a sociedade; porém, no Brasil, ela ainda não faz as pessoas pensarem mais no planeta. Por causa disso, muitas pessoas não separam seu lixo ou compram com cuidado. Além disso, como os catadores de recicláveis não são vistos como importantes mostra as diferenças na estrutura da sociedade, pois esses trabalhadores são cruciais, mas ficam de lado.

Desse modo, o governo federal, junto com estados e cidades, tem que colocar mais dinheiro em locais para gerenciar resíduos, assegurando que as leis sejam seguidas. Junto a isso, as escolas devem dar mais importância à educação ambiental, pensando como Paulo Freire, ajudando as pessoas a serem mais conscientes. Para fechar, é vital criar jeitos de valorizar os catadores, para que eles sejam incluídos e trabalhem melhor. Com isso, poderemos caminhar para um mundo que dura mais e é mais justo.