Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 04/05/2026
A gestão de resíduos na sociedade brasileira configura um desafio que reflete tanto falhas estruturais quanto hábitos de consumo inadequados. Nesse contexto, o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que a sociedade contemporânea é marcada pelo consumo excessivo e pelo descarte rápido, o que intensifica a produção de lixo e dificulta sua destinação adequada.
Em primeiro lugar, destaca-se que, apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos, muitos municípios ainda enfrentam dificuldades na implementação de medidas eficazes, sobretudo pela falta de investimento e planejamento. Como consequência, ainda há a permanência de lixões, que contaminam o solo e a água, além de comprometerem a saúde pública, evidenciando a negligência estrutural do poder público.
Além disso, a baixa adesão à coleta seletiva revela a carência de conscientização da população acerca do descarte correto. Nesse sentido, a perspectiva de Paulo Freire reforça que a educação é essencial para promover mudanças sociais, sendo indispensável para formar cidadãos mais responsáveis e participativos em práticas sustentáveis.
Portanto, torna-se imprescindível que o Estado amplie a coleta seletiva e elimine os lixões, por meio de investimentos em infraestrutura, como a criação de centrais de triagem e a ampliação do número de caminhões de coleta, além de fiscalização rigorosa com aplicação de multas a municípios irregulares. Paralelamente, as escolas devem fortalecer a educação ambiental por meio de projetos interdisciplinares e campanhas educativas contínuas. Ademais, as empresas devem ser incentivadas a adotar a logística reversa, mediante benefícios fiscais, enquanto a população pode contribuir separando corretamente os resíduos e reduzindo o consumo. Dessa forma, com ações coordenadas e bem executadas, será possível minimizar os impactos ambientais e promover um modelo de desenvolvimento mais sustentável.