Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 05/05/2026
Gestão de Resíduos no Brasil, sem enrolação
Imagina isso: todo brasileiro produz quase 1kg de lixo por dia. No fim do ano, dá 80 milhões de toneladas. É como se a gente jogasse 200 estádios do Maracanã lotados de lixo fora, todo ano.
O problema é pra onde esse lixo vai.
A coleta passa na porta de 9 em cada 10 casas, o que é bom. Mas aí 4 em cada 10 caminhões ainda despejam tudo em lixão a céu aberto. Aqueles montes de lixo com urubu, chorume vazando pro chão e gente catando o que dá pra vender pra sobreviver. Era pra isso ter acabado em 2024. Não acabou.
E a reciclagem? A gente é péssimo nisso. De todo plástico, papel, vidro e metal que você separa, só 4% volta pra indústria. O resto vai pro aterro ou pro lixão junto com a casca de banana. É dinheiro e recurso jogado fora.
De quem é a culpa?
A lei de 2010 disse que a culpa é de todo mundo. Prefeitura tem que coletar direito. Empresa que faz a pilha tem que recolher a pilha usada. E a gente tem que separar o lixo em casa. Na prática, cada um empurra pro outro.
Por que é tão difícil?
Cidade pequena não tem dinheiro pra fazer aterro decente.
A gente não aprendeu a separar lixo direito ainda.
Tem 800 mil catadores fazendo o trabalho pesado, mas quase sempre sem luvas, sem contrato, sem nada.
No Sul e Sudeste a coisa anda melhor. No Norte e Nordeste, o lixão ainda é rei.
Mas tem luz no fim do túnel.
Florianópolis virou capital da compostagem. Curitiba é fera na coleta seletiva. Cooperativa de catador bem organizada tira gente da miséria e faz a reciclagem acontecer de verdade