Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 05/05/2026

A produção de resíduos cresce a cada ano na sociedade brasileira, desafiando sociedades inteiras a pensar não apenas no descarte, mas, também, na gestão integrada do material gerado. Diante desse cenário, a gestão de resíduos na sociedade deve combinar infraestrutura adequada, o que, muitas vezes, não é o caso das ações vindas do governo, que apresenta, por vezes, uma notável ineficiência nesse contexto.

Segundo o conceito de “instituições extrativistas” dos economistas daron Acemoglu e james Robinson, quando o estado falha em prover serviços básicos e insfraestrutura funcional, o desenvolvimento social acaba por ser comprometido. No cenário brasileiro, a ausência de sistemas de transbordo reflete uma gestão pública que trata o lixo como um problema sencundário, e não como uma questão de saúde coletiva, o que urge que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro, como a maior dedicação estatal em relação ao descarte do lixo.

Nessa perspectiva, destacando que a ineficiência estatal é a pricipal causa de tal negligência , a “banalidade do mal”, de Hannah Arendt, por exemplo, ocorre quando problemas graves são tratados como meros processos burocráticos (como no caso da gestão de resíduos). Nesse sentido, a permanência de lixões a céu aberto é “banalizada” pela gestão pública, que trata a degradação ambiental como um entrave administrativo comum, ignorando a gravidade ética e humana da situação.

Portanto, diante desse cenário na sociedade brasileira, notamos que medidas são necessárias para reverter o cenário da precaridade na gestão de resíduos no país, cabendo ao Governo Federal, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, ampliar o investimento em infraestrutura de saneamento básico e na construção de usinas de triagem e compostagem, para que o estado deixe de ser visto como na “banalidade do mal” de Hannah Arendt e que a gestão de resíduos na sociedade brasileira seja valorizada.