Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 05/05/2026
De acordo com o filósofo Hans Jonas, a humanidade deve agir para que suas ações não destruam o futuro. No entanto, o pensamento de Jonas não condiz com a realidade brasileira, visto que o manejo inadequado do lixo ameaça a sustentabilidade ambiental. Dessa forma, é preciso analisar as causas do problema: a negligência governamental e a falha educacional.
Com efeito, a negligência governamental agrava o entrave. Segundo Thomas Hobbes, o Estado deve garantir o bem-estar coletivo. Todavia, isso não ocorre plenamente no Brasil, visto que a Política Nacional de Resíduos Sólidos é falha e lixões a céu aberto ainda persistem, o que, por conseguinte, contamina o solo e a saúde. Logo, é urgente que o Poder Público priorize o tratamento técnico dos descartes.
Além disso, a falha educacional impede a sustentabilidade. Conforme Paulo Freire, sem educação a sociedade não muda. Sob esse viés, a falta de consciência ecológica resulta no descarte incorreto de recicláveis e na ignorância sobre logística reversa, gerando acúmulo desnecessário em aterros. Como consequência, perde-se o potencial da reciclagem. Assim, o silêncio sobre o consumo consciente trava o avanço social.
Portanto, infere-se a necessidade de mitigar esse quadro. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente — gestor dos ecossistemas — criar planos de infraestrutura para cooperativas de reciclagem, por meio de verbas para usinas de triagem, a fim de erradicar lixões. Ademais, o Ministério da Educação, mediante campanhas escolares, deve incentivar o consumo responsável. Assim, será garantido um meio ambiente equilibrado para o futuro.