Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 24/10/2019

Em 1930, o governo de Getúlio Vargas, incentivou o desenvolvimento do setor industrial do país. Foi a partir dessa década, que o Brasil começou a mudar seu modelo de agroexportador para industrial. Analogamente,a indústria brasileira passou a crescer de forma exponencial em função disso a sociedade tornou-se consumista e como consequência dessa prática uma maior produção de lixo. Nessa perspectiva,há dois entraves na logística desses rejeitos:os maus hábitos da população, bem como a falta de políticas governamentais.

De início, é relevante ressaltar que devido ao excesso de consumo, a nação brasileira adquiriu costumes inadequados na produção de resíduos e no descarte,haja vista que à ausência do  reaproveitamento desses itens contribuem para o acúmulo de rejeitos em lixões,no qual muitos possuem um sistema ineficaz para o tratamento do lixo.Tal panorama se relaciona ao filme “Wall-E”, que desenvolve robôs para limpar o planeta terra, que encontra-se repleto de lixo da humanidade. Partindo dessa ótica, é nítido os desdobramento que esses hábitos inapropriados provocam no ambiente, como na poluição de rios e mares e a contaminação do solo, desencadeando-se em problemas de saúde pública. Essa situação pode ser comprovada com os dados divulgados pelo site G1, em 2015,segundo o qual 41,6% do lixo tem destino inadequado,com isso deixa-se claro que não  há medidas eficazes para os despejos desses materiais.

Além disso, cabe enfatizar que o gerenciamento estatal para os resíduos é precária. Esse fato,é evidente na Política Nacional de Resíduos Sólidos,elaborada em 2010, que determinava o fechamento de todos os lixões à céu aberto no Brasil.Em decorrência, esse critério é impossibilitado de ser cumprido atualmente,pois existe uma carência de responsabilidade governamental em realizar mudanças no método de como esse lixo pode ser administrado.Inclusive,o desconhecimento que esses rejeitos podem proporcionar na sociedade brasílica, como no uso energético e industrial são fatores que agravam no exercício de gerenciar esses entulhos. Prova disso é evidente no o site “O Globo”,em 2015,em que revela que dos 78,5% do lixo coletado no Nordeste menos de 26,7% são reaproveitados.

Portanto, com o objetivo de qualificar a gestão dos resíduos, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, implantar novos modos nos tratamentos dos lixos, por meio de verbas governamentais, disponibilizar mecanismos de reciclagem tais como máquinas adequadas para essa função e adquirir o uso da coleta seletiva. Outrossim, as ONGs, mediante ao intermédio de políticas sustentáveis, realizar palestras em espaços públicos,com vistas de conscientizar a população diante dos hábitos corriqueiro que prejudica o meio ambiente e na gestão dos resíduos e assim minimizar a prática adquerida em 1930.