Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 24/09/2019

De acordo com a World Wide Fund for Nature (WWF), uma Organização não governamental internacional que atua nas áreas da conservação, o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo. Contudo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, menos da metade das unidades federativas têm programas de coleta seletiva e de reciclagem. Logo, o atual modelo de gestão de resíduos sólidos gera prejuízos ambientais e também socioeconômicos para a população.

Primeiramente, como problema ambiental mais marcante, tem-se a contaminação e degradação do solo, que a longo prazo, inclusive, pode levar a poluição dos lençóis freáticos brasileiros. Além disso, o descarte de lixo em local indevido e o seu não-recolhimento traz a proliferação de doenças para a população local.

Não só, a gestão do lixo brasileiro vem acarretando desperdício econômico para população e governo. A matéria orgânica presente no lixo doméstico poderia ser utilizada para produção de energia renovável, como o biocombustível, e também há o não-aproveitamento dos resíduos plásticos que poderiam ser reutilizados como matéria-prima de base pela indústria.

Com isso, cabe ao governo atualizar sua política de gestão de resíduos sólidos. Como solução viável e de curto prazo, deve haver incentivos fiscais, por parte do Estado, para que as próprias empresas e indústrias privadas façam a coleta e reciclagem do lixo. Também deve haver a conscientização da população, por meio, inclusive, do marketing digital, para fazer a correta separação dos resíduos domésticos e o seu descarte em local devidamente apropriado. Assim, beneficiando toda a esfera social brasileira e o meio ambiente.