Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 29/09/2019

Segundo Pablo Neruda, ´´Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências``. De maneira análoga, a sociedade é independente para realizar suas opções de consumo e descarte de lixo, entretanto, torna-se refém dos impactos de suas atitudes e da má administração governamental.

Em primeira análise, infere-se que a má gestão de resíduos ocorre pela irresponsabilidade social. Em outras palavras, o uso exacerbado de bens de consumo causa grande impacto na administração de lixo, visto que produtos são descartados rapidamente, ou seja, em pouco tempo de uso. Segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40% dos brasileiros não separam lixo, fato que designa o descarte impróprio, na medida em que não selecionam os resíduos. Dessa forma, os detritos aumentam a poluição ambiental, devido ao destino inadequado.

Ademais, é válido ressaltar que a atuação do governo corrobora para a gestão do lixo. Diante dessa lógica, infere-se que tal organização é responsável para uma gestão residual de qualidade, como exemplo, a coleta seletiva como prioridade nos municípios. No entanto, cerca de metade dos governos, segundo IBGE, realiza coleta seletiva e reciclagem. Com isso, vê-se que o governo não atua com eficácia na mudança do problema, que necessita de administração, pois a quantidade de lixo só tende a aumentar na atualidade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema. Cabe ao governo investir em usinas de reciclagem nas cidades, com contratação de funcionários especializados, além de fazer grupos sociais para reutilização na própria usina. Além disso, cabe a sociedade promover, por meio das redes sociais a importância de selecionar o lixo, para que o trabalho nas usinas seja mais rápido e eficaz. Com isso, espera-se obter considerável melhoria na administração de resíduos, bem como da diminuição da poluição, para que uma sociedade integrada seja alcançada.