Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 03/10/2019

Nas décadas iniciais do século XX, transformações econômicas e sociais propiciaram as condições necessárias para a industrialização no Brasil. Isso, por conseguinte, fez com que novas políticas fossem criadas a cerca do tratamento de resíduos sólidos no país. Hodiernamente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) encontra-se impossibilitada de cumprimento, haja visto a vasta extensão territorial brasileira, bem como a negligência governamental e a falta da contribuição responsável da sociedade .

Em uma primeira análise, não há dúvidas de que a falta de prioridades do estado referente ao lixo produzido prejudica uma sociedade em constante evolução. Segundo dados da revista FAPESP, a carência de intervenção nos assuntos que regem a produção e destinação de resíduos sólidos brasileiros  interferem diretamente na saúde pública e na oportunidade de desenvolvimento econômico do país. Prova disso são as despesas que o Sistema Único de Saúde possui com infecções básicas por parte da população que habita ambientes de descartes inapropriados, assim como o não aproveitamento da ocasião para a geração de renda e emprego. Logo, é necessário um olhar ativo do Poder Legislativo a tal questão.

Concomitantemente, existe um agravante: o aumento do volume de lixo e o descarte inadequado por parte da população contribuiu para que o Brasil ocupa-se o 5º lugar de maior produtor de resíduos do planeta. Conforme o documentário, “Lixo Extraordinário” de João Jardim, a falta de compreensão pela grande maioria da população frente ao consumo consciente e de como fazer o descarte correto dos detritos ratifica a problemática vigente no país. Por esse motivo, vale ressaltar a importância dê-se investir eficientemente em campanhas publicitárias a cerca do consumo desenfreado, mas também a destinação correta do lixo, visto que as políticas de resíduos sólidos tornaram-se um dos pilares da preservação do meio ambiente.

Entende-se, portanto, que a gestão de resíduos sólidos na sociedade brasileira carecem de medidas em conjunto para uma melhor aplicabilidade. Para alcançar essa meta, é necessário que o Estado estimule à logística reversa, por meio da criação de leis de incentivo fiscal às empresas que tiverem estrutura para que seus produtos retornem a cadeia produtiva, isto é, fazer com que determinado objeto possa ser reciclado para outra finalidade, a fim de reduzir a quantidade de lixo e, consequentemente, auxiliar na demanda de cooperativas de reciclagem. Somado a isso, o Ministério da Educação e Cultura, juntamente com as escolas, devem criar projetos pedagógicos na formação de consumidores mais conscientes, com o intuito de amenizar as influências negativas da globalização.