Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 19/04/2020

A Política Nacional de Resíduos Sólidos criada em 2010 previa o fechamento de lixões até 2014, a prevenção e a redução na geração de resíduos e o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos. No entanto, essas mudanças não foram efetivadas. Logo, a má gestão dos resíduos produzidos ainda acontece no Brasil. São necessárias medidas para melhorar essa situação que gera problemas à sociedade.

Em primeiro lugar, constata-se que três são os principais entraves para a gestão do lixo no país: consumo desenfreado, infraestrutura precária e falta de investimento estatal. O primeiro deles é incentivado pela sociedade capitalista, onde os indivíduos consomem cada vez mais produtos com obsolescência programada, produzindo assim grandes quantidades de lixo. Já o segundo, é caracterizado por não atender a demanda do lixo gerado diariamente pelos habitantes de cada município, propiciando o surgimento de locais irregulares. Por último, a falta de investimento por parte do estado impede a criação, organização e desenvolvimento de áreas oportunas, do ponto de vista ambiental, para o descarte do lixo. Nesse sentido, essa situação deve ser alterada.

Em segundo lugar, é possível constatar que esses fatores problemáticos trazem consequências para a sociedade. O acúmulo de lixo atrai animais peçonhentos e proporciona a disseminação de doenças graves, colocando em risco a saúde pública. Além disso, a desigualdade social é revelada pela falta de organização do estado já que apenas parte da população tem acesso à coleta seletiva, concentrada nas áreas mais abastadas das cidades. Como dano ambiental, a contaminação do solo e dos lençóis freáticos é causada pela despreparação do terreno para receber os resíduos, situação presente nos lixões, e, nas cidades, o descarte irregular pode provocar enchentes. Nessa perspectiva, esse quadro precisa ser revertido.

Portanto, urge que a gestão consciente dos resíduos seja garantida na prática efetiva. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente essa função, por intermédio de investimentos em aterros sanitários criados com a devida infraestrutura e da criação de políticas públicas que garantam o acesso democrático à coleta seletiva, promovendo o fechamento dos locais irregulares; com o auxílio das empresas privadas para incentivar o consumo consciente, essencial para a redução do lixo e o descarte correto dos resíduos. Essas medidas caso feitas em conjunto podem atenuar os problemas do lixo no Brasil.