Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 01/05/2020

A animação infantil “Wall-E” retrata um mundo futurístico em que as condições de vida são completamente caóticas e o acúmulo de lixo na Terra tornou-a inabitável. Dentro desse contexto, é notório que o comportamento consumista, aliado ao descarte inapropriado do lixo tem gerado um aumento na produção de resíduos, impactando, assim, o meio ambiente. Portanto, cabe avaliar os fatores de tais atitudes negligentes na sociedade brasileira.

A priori, segundo o escritor português José Saramago, “Há uma cultura da banalização. Tudo é banal e está sujeito ao consumo.” Visto isso, o fator da obsolescência programada - que atribui uma data de validade aos produtos - tem impulsionado a compra constante de novos itens. Entretanto, muitos desses objetos levam anos para se decompor, acarretando, infelizmente, uma quantidade cada vez maior de resíduos acumulados. Dessa forma, uma possível solução para a diminuição do lixo é o uso da logística reversa, a qual torna viavél o reaproveitamento de tais objetos.

A posteriori, é importante destacar que muitos locais das cidades brasileiras não possuem lixeiras específicas para o tipo de resíduo, o que compromete a coleta seletiva. Com isso, é evidente que a má gestão do lixo pode ocasionar uma série de problemas na população e no meio ambiente, como a proliferação de doenças e a contaminação dos solos. Entretanto, de acordo com a Constituição Federal, artigo 225, todos possuem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e, portanto, urge uma ação do Poder Público.

Dessa forma, com a observação dos aspectos analisados, é fulcral que o Governo, por meio de incentivos fiscais, estimule o uso da logística reversa por mais empresas, para diminuir a quantidade de resíduos gerados. Ademais, cabe a mídia, a qual é um importante meio de divulgação e influência, produzir campanhas publicitárias a respeito do consumo consciente da população para a preservação ecológica. Com tudo isso, o impacto nocivo dessa problemática será atenuado e a distopia de “Wall-E”, uma mera ficção.