Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 02/06/2020

“Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Tal declaração, proposta por Paul Watson, diretor da Greenpeace, permite refletir, nos dias atuais, como o alto padrão de consumo contribui para o aumento de acúmulo de lixo e quais as suas consequências. Nesse sentido, convém analisarmos a gestão de resíduos na sociedade brasileira.

Primeiramente, com a ideologia da obsolescência programada, a qual, produtos são feitos com prazo de validade pré-definida fez com que a população começasse a consumir cada vez mais. A falta ou má gestão de resíduos é fruto dessa ideologia de consumo excessivo e da falta de informação de como descartá-los. Sendo assim, é necessário reeducar as pessoas em relação à sustentabilidade.

Segundo a Organização das Nações Unidas, o Brasil é o quinto maior produtor de lixo no planeta. Como bem ilustrou Isaac Newton, para cada ação existe uma reação de mesma força e direção, mas sentido contrário. Logo, a escassez da administração de lixo vem provocando ações que trazem consigo problemas aos seres humanos e ao meio ambiente, como por exemplo o aumento de enchentes, contaminação dos lençóis freáticos e agravamento do efeito estufa através do aumento da liberação do gás metano.

Portanto, de  modo a solucionar esse impasse, é necessário a mobilização de agentes como o Governo Federal. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação criar uma sociedade mais inteligente seguindo os princípios de Paul Watson, alterando as grades curriculares do ensino fundamental e médio, criando uma disciplina que aborde a importância da diminuição do consumo da sociedade e o impacto que isso pode gerar. Aliado a isso, cabe ao mesmo órgão criar projetos ou parcerias com programas como o Singn Up to Clean Up. O tal consiste em retirar lixos de praias e abrange diversos países, inclusive o Brasil, tornando a reciclagem algo cultural.