Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 29/10/2020

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) afirma que é dever do Estado apresentar planos para o manejo correto de materiais com tecnologia apropriada e, também, integrar catadores nessas ações. Na esteira desse processo, em contrariedade a esse decreto, a atual gestão de lixo tem sido ineficiente e, em sua maioria, com destinação inadequada. Nesse sentido, os prejuízos gerados por esse problema afetam o meio ambiente, à saúde das pessoas e, também, desperdiça potencialidades econômicas para o desenvolvimento do país.

Em primeiro lugar, é imperioso salientar que estimular práticas sustentáveis, universalizar a coleta e destinação adequada do lixo é um desafio para o Estado brasileiro. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, apenas pouco mais da metade de todos os resíduos sólidos produzidos no país - 58% - tem destinação adequada. Nesse cenário, o que se vê são depósitos completamente insalubres, lixões a céu aberto que contribuem para problemas ambientais como a contaminação de lençóis freáticos e emissão de gases estufa. Além disso, também tem o risco ao bem estar dos indivíduos, pois a proliferação de doenças está intimamente associada a esse problema.

Sob esse viés, o lixo como negócio tem sido desperdiçado. No documentário ’’Lixo Extraordinário’’ de João Jardim, pode-se constatar em como os resíduos sólidos geram inclusão social, pois várias pessoas tiram seu sustento através do trabalho em cooperativas de coleta seletiva e reciclagem. Ademais, o reaproveitamento desses materiais também são importantes na geração de biogás e, também, na reutilização industrial através da logística reversa - na qual o lixo é utilizado como matéria prima para produção de novos insumos. Logo, torna-se evidente que a falta de gestão adequada afetam drasticamente o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Dessa forma, medidas compartilhadas entre Poder Público e Sociedade Civil são necessárias para combater esse problema. Nesse viés, cabe ao Ministério do Meio Ambiente destinar maiores verbas para os municípios com o intuito de se adequarem às PNRS, fazendo com que os resíduos sólidos sejam, de fato, tratados de maneira correta. Somando-se a isso, a escola deve incentivar o descarte adequado do lixo através de projetos pedagógicos abertos a toda comunidade, mostrando que a contribuição individual também é responsabilidade de todo cidadão e, também, pode contribuir para diminuição dos problemas. Feito isso, o país caminhará para uma nova realidade.