Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 07/12/2020
O químico Antoine Lavoisier declarou, em sua icônica frase, que “na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo de transforma”. Nessa ótica, e no cenário socioeconômico atual, a matéria prima extraída da natureza é transformada em bem de consumo e esse, ao invés de se transformar em outro bem, vira lixo. Em esfera nacional, a gestão de resíduos sólidos enfrenta grandes problemas, entre eles está a alta geração de tais resíduos provocada pelo sistema capitalista e o seu descarte indevido.
Mormente, é válido ressaltar que o modelo econômico pautado no acúmulo de capitais corrobora para a manutenção do problema. De acordo com a Teoria Demográfica Marxista, no futuro a indústria de consumo esgotará os recursos naturais e produzirá uma enorme quantidade de lixo, pois os seus ideais econômicos se baseiam em extrair o máximo possível sem levar em conta sua responsabilidade ambiental. Dessa forma, ao se fabricar um produto sem se preocupar com seu fim, o sistema capitalista cria um grande problema no que tange ao destino de tais produtos. Outrossim, a destinação incorreta dos resíduos faz com que o seu descarte não seja eficaz. Um dos objetivos da Lei de Política Nacional de Resíduos sólidos, outorgada em 2010, é o aumento da taxa de reciclagem no país, porém a falta de uma coleta seletiva eficaz impede que essa meta seja alcançada, pois é na coleta seletiva que os resíduos são separados de acordo com seu tipo de material e, assim, podem ser reciclados.
Destarte, cabe ao Estado diminuir a produção de bens de consumo, criando um teto máximo para fabricação de mercadoria pelas empresas, esse teto seria definido a partir de um estudo para achar a quantidade e os produtos que a sociedade realmente precisa. Além disso, deve-se ampliar a coleta seletiva de modo que regularize o trabalho dos catadores, a fim de que esses continuem trabalhando em prol da reciclagem no Brasil. É dessa forma que combateremos o problema dos resíduos sólidos presentes no país.