Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 05/01/2021
Antes da Revolução Indutrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra, o lixo gerado pela população era um resíduo orgânico de fácil decomposição, porém, após esse período a produção de resíduos tóxicos e de deterioração tardia aumentou drásticamante. Desse modo, no século XXI quase tudo que é fabricado no Brasil e no mundo se obtém um resíduo inorgânico que não corrobora com o ecossistema, o que é um grande problema para a gestão de resíduos no país. Com isso, esse lixo gerado a partir de materiais tecnológicos e radioativos são os mais complexos de serem absorvidos pelo meio.
Nesse sentido, iniciada no fim dos anos 1950, a Revolução Digital trouxe inúmeros benefícios à sociedade, desde a conexão facilitada entre as pessoas, até a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. Embora, a era tecnológica ser uma grande evolução, essa gera, todos os anos, milhares de resíduos inorgânicos que não podem ser descartados junto com lixo comum, pois contém materiais tóxicos, metais pesados e sua degradação é mais lenta. Dessa maneira, a gestão desses resíduos é trabalhosa, alguns fabricantes recolhem esse rejeito por meio de pontos de coleta e os reutiliza na produção de novas mercadorias, porém, a maioria não faz esse trabalho e o consumidor descarta esses resíduos em locais inapropriados, acarretando acúmulo de lixo.
Soma-se a isso, a energia nuclear é uma fonte alternativa para geração de tensão, que utiliza a fissão de átomos radioativos, como o urânio, esse processo libera energia em forma de calor que aquece a água cujo vapor movimenta as turbinas responsáveis pela produção da potência. Com isso, a energia atômica é uma fonte limpa, ou seja não é maléfica ao meio ambiente durante seu funcionamento, porém, o descarte desses materiais radioativos é problemáico. Por assim ser, a gestão desses resíduos consiste na construção de “piscinas” de concreto envolvendo os rejeitos para evitar a contaminação do local, mas, não é efetivo e seguro pois tem que ser reconstruido ao longo do tempo para que não haja vazamentos e malefícios ao ser humano e ecossistema.
Portanto, a gestão de resíduos no Brasil e no mundo, se tratando de lixo tecnológico e atômico, não é eficiente e ameaça tanto a natureza quanto a sociedade. Por isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, coordenado por Ricardo Salles, criar leis que obriguem empresas fabricantes de tecnologias efetuar a coleta dos resíduos gerados, por meio da fiscalização rígida e aplicação de multas, além de promover políticas públicas que desincentivem a utilização de energia nuclear no Brasil, por meio da mídia e sobretaxação de matérias primas. Isso será realizado para que o acúmulo de lixo inorgânico em lixões e em locais inapropriados seja extinto e o descarte de lixo atômico, mesmo que consciente seja amenizado, antes que o meio ambiente e a socieade sejam mais efetados pelos resíduos.