Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 28/07/2021
Com o grande desenvolvimento promovido na Revolução Industrial, a alta produção em escala e ausência de incentivos ao descarte sustentável levou a construção de lixões ao céu aberto, afetando diretamente os bens naturais, e também, a marginalização de grupos sociais. Assim, a produção de lixo em escala é alarmante, devido a ineficácia do poder pública na sustentabilidade. Dessa forma, ausência de gestão dos resíduos promoveu um caos urbano que afeta a natureza, sociedade e a economia.
Em primeira análise, o jornal Folha de São Paulo apresentou que cerca de 65% das regiões metropolitanas e 45% das regiões do interior do Brasil possuem projetos de política pública relacionada ao lixo-construções de aterro sanitários- e a sustentabilidade ligada a reciclagem. Dessa maneira, é preocupante a baixa atuação dos órgãos públicos do Brasil em um problema que afeta toda a nação brasileira e o meio ambiente. Com isso, fica visível o abandono ambiental pela falta de incentivo no processo de reciclagem e descarte sustentável, o que acarreta o descontrole socioambiental e intensificação de problema ambiente -enchentes, poluição das águas e lixões- marcado pela ação antrópica não sustentável.
Em segunda análise, o ambientalista Carlos Tavares relatou em entrevista à revista Piauí que o resultado do lixo urbano é intensificado pelo fator econômico- consumo desenfreado - e a crescente evolução tecnológica que promove a obsolescência programada. Assim, a constante renovação de produtos e ausência de incentivos a reciclagem pelas empresas privadas é fator que contribui para o acumulo de matérias no meio ambiente, e cria-se lixões ilegais para destinar esse resíduo e resultando a formação de catadores de resíduos devido ao desemprego e a crise econômica. Logo, a falta de projetos socioambiental para integrar esse grupo na coleta seletiva e processo de reciclagem é notável por causa da marginalização social.
Portanto, frente ao cenário desequilibrado na gestão dos resíduos é necessário a criação de projetos relacionado à saúde do meio ambiente e política pública para reverter essa lamentável realidade. Cabe ao Estado, em parceria com poder privado, investir com o capital privado e o poder público incentivar a coleta seletiva por meio de auxílios econômicos para brasileiro separarem o lixo doméstico e propagandas educacionais para conscientizar da importância da coleta seletiva. Além disso, criar projetos relacionados aos catadores de resíduos para valorizar a importância do seu trabalha e inibir a construção de ambientes ilegais para o descarte. Para que a sociedade tenha um desenvolvimento sustentável e tendo a coibição dos problemas ambientais devido as práticas de tratamento do lixo.