Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 17/08/2021
O Relatório Brundtland, divulgado em 1987, trouxe em pauta a discussão da importância de satisfazer as necessidades humanas sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras. Entretanto, é visível que, no contexto brasileiro, tal modelo ainda não foi alcançado, pois há uma gestão inadequada dos resíduos. Diante disso, cabe destacar que esse problema é resultado da ineficácia das ações governamentais e colabora para alguns prejuízos ecológicos.
A princípio, convém ressaltar que a atuação ineficiente do governo brasileiro tem papel central na perpetuação desse entrave. Sob esse viés, a Política Nacional de Resíduos Sólidos(PNRS) afirma que o Estado deve promover medidas que levem ao gerenciamento adequado dos rejeitos. Todavia, é perceptível que as autoridades públicas pouco atuam na concretização dessa legislação. Em consequência disso, ocorre uma má qualidade de descarte, vista nos lixões do país.
Ademais, a gestão inadequada dos resíduos implica em diversos impactos de ordem ambiental. A disposição irregular de produtos químicos, por exemplo, pode resultar na poluição dos recursos hídricos, devido ao processo de infiltração da água no solo. Além disso, essa atitude colabora para a liberação de gases de efeito estufa, como o metano, e contribui para a proliferação de agentes transmissores de doenças. Desse modo, é evidente que o descarte inadequado dos objetos impacta negativamente os recursos naturais.
Logo, urge reverter a influência de tais fatores na sociedade brasileira. Para tanto, o Governo Federal deve, por meio da publicação de mídias audiovisuais nos meios de comunicação, estimular o consumo consciente e a reutilização de materiais, a fim de combater os efeitos ambientais dos lixões. Tal ação precisa contar com a presença de profissionais ligados ao meio ambiente que discutam meios de adotar um modo de vida ecologicamente equilibrado. Assim, o conceito de desenvolvimento sustentável elencado em 1987 e a PNRS serão seguidos.