Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 16/10/2022
Durante a Segunda Revolução Industrial no século XIX, o acúmulo de resíduos sólidos em conjunto com o lixo já proveniente à falta do saneamento básico nos centros urbanos e rurais, resultou em aglomerados de poluentes químicos espalhados pelas capitais das potências econômicas capitalistas. No Brasil hodierno, o entrave envolto ao descarte e à coleta própria dos resíduos domésticos e industriais, ainda é uma falha ambiental, que necessita de um olhar crítico às consequências sob essa problemática.
Primeiramente, é válido ressaltar que segundo o “Panorama dos resíduos sólidos do Brasil”, a cada dia um único brasileiro produz cerca de 1kg de lixo. Tendo isso em vista, compreende-se que, os recursos ao tratamento adequado a esses resíduos é indispensável. Contudo, nas áreas urbanas do país há a presença de milhares de lixões a céu aberto, dos quais geram toneladas de CO2 à camada de ozônio, consequente contribuindo no aumento do efeito estufa, que por conseguinte, resulta ao fenômeno conhecido como aquecimento global.
Em segundo plano, a indústria do plástico é a maior contribuinte ao acúmulo de resíduos sólidos no meio urbano e ambiental. Em analogia à novela televisiva “Avenida Brasil”, na qual tem como personagem a moradora de rua Mãe-Lucinda que vive em um lixão a céu aberto na cidade do Rio de Janeiro, e tendo como sustento a reciclagem de objetos deixados em seu local de moradia. Fora da ficção, pode-se constatar que no campo social, o lixo reciclável - com ênfase ao plástico -, infelizmente, não tem o devido descarte feito de forma correta. Dando importância que esse material leva centenas de anos para se decompor na natureza, o efeito dele tende a ser acumulativo e degratório, principalmente ao meio marítimo.
Com isto posto, percebe-se que o acúmulo de resíduos sólidos é degradante ao meio ambiente e social, e por conseguinte, precisa ser sancionado. Para tanto, cabe ao Instituto brasileiro de meio ambiente e desenvolvimento sustentável (IBAMA) em conjunto com o Estado - através de verbas - efetuar vistorias aos lixões municipais de todo o país, a fim de ampliar o tratamento adequado à esses dejetos com conselhos profissionais ao que deve ser feito, para que seja possível diminuir consideravelmente a alta taxa de lixo acumulativo no país.