Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 19/04/2019
Hannah Arent, em sua obra, Banalidade do Mal, evidencia que os indivíduos realizam comandos sem questionar, fazendo com que o ‘‘mal’’ passe despercebido. Nesse contexto, a autora aparenta profetizar a questão da gestão pública na contemporaneidade brasileira. De fato, convém analisar a corrupção, em consonância com a burocracia como uma das principais consequências que progridem esse cenário.
Primordialmente, diante do avanço de uns dos maiores problemas enfrentados pela população brasileira, nas diversas esferas do poder públicos, um deles é a ‘’erva daninha’’, a corrupção, deixou de ser epidêmica e tornou-se endêmica. Por exemplo, em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi preso e condenado em janeiro de 2019, por lavagem de dinheiro e corrupção, sem dúvida, essa está sobejamente identificada como um dos entraves da gestão pública, visto que esses desvios afetam desde os direitos sociais, como saúde, educação, segurança da sociedade, enfim, direitos essenciais para própria sobrevivência humana, com o mínimo de dignidade. Diante do exposto, a concretização, de tais direitos é incompatível um uma administração desonesta.
Ademais, é válido salientar que a burocracia é um obstáculo a se reverter, apesar da teoria administração revelar como fonte de vantagens positivas, o termo passou a ser usado também com sentido pejorativo, rotulando muitas divisões, regras e controles. Logo, percebe-se que o excesso de formalismo impede de atingir seus objetivos de forma rápida e eficaz, respondendo aos anseios.
Deve-se constatar, portanto, que providências necessárias para retroceder os índices da mal gestão pública no país. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura deve promover palestras, campanhas de engajamento e capacitar os professores para explicar, debater e influenciar, desde a educação básica sobre as causas e consequências das escolhas de seus votos e partidos políticos, por meio desse amenizar o quadro de desvios dos cofres públicos, melhorando dessa forma a efetividade social e estimulando o investimento privado. Aumentam assim as chances de alcançar uma cidadania pragmática, legitima e plural.