Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 15/04/2019

Desde que os indivíduos começaram a viver em sociedade e assinaram o “contrato social”, a necessidade de gestão se fez necessária para a consolidação e administração dos diversos tipos de sociedade. Diante disso, a gestão pública foi sendo aprimorada e, também conforme passou por um processo de desenvolvimento, ficou exposta às mazelas sociais que deturpam o estado de bem estar social e fazem com que o progresso social siga em marcha lenta.

A princípio, segundo a filósofa política Hannah Arendt, “o poder nunca é propriedade de um indivíduo, pertence a um grupo e existe somente enquanto o grupo se conserva unido”. Porém, nas sociedades estabelecidas, o prestígio e a vontade de se manter no poder desde tempos remotos deturpou a ideia de união pelo bem comum, levando os governantes a disputas dentro da gestão pública em prol de seus interesses pessoais e não do estado de bem estar social, o que gera a corrupção.

Porém, cabe ressaltar que todas as sociedades sofrem com a corrupção nas gestões públicas, embora em níveis diferentes. No Brasil, por exemplo, a corrupção é uma realidade quase diária. Quase todos os dias nos veículos midiáticos saem notícias sobre um novo esquema de corrupção entre empresas privadas e gestores públicos, a instalação de uma nova operação da polícia a fim de rastrear o escoamento de dinheiro para paraísos fiscais ou o grampeio de conversas de pagadores de propina. E, enquanto os corruptos enchem os bolsos com o dinheiro público, quem perde é a sociedade. Perde no repasse de verba para a educação, perde no repasse de verba para a saúde.

Em suma, medidas são necessárias para combater a chaga da corrupção que faz parte da gestão pública para fazê-la não só mais eficiente como também mais atenta aos interesses do povo, e tais medidas começam pela base, que é a educação. Cabe ao Ministério da Educação incrementar mais horas de aula por semana de Sociologia e Filosofia no Ensino médio de modo a desenvolver o pensamento crítico e político dos jovens para que se tornem cidadãos mais conscientes no papel de fiscalizar os gestores públicos e cobrar pelos direitos inerentes. Só assim, investindo em cidadãos conscientes, que a vacina para a doença social começará a fazer efeito.