Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 15/04/2019

O Período Colonial brasileiro foi marcado pela corrupção, a distância entre colônia e metrópole contribuiu para tal prática, uma vez que a vigilância era precária. Cinco séculos depois de sua origem, a problemática persiste, porém com efeitos mais acentuados, a desvirtuação está enraizada em vários setores da sociedade:vai do ministro que apóia um partido ao fiscal que cobra “ajuda” do comerciante. Logo, para que haja uma gestão pública de qualidade, torna-se necessário um engajamento da sociedade em busca dos seus direitos e a não omissão do Estado à questão.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a passividade da coletividade dá força à permanência dessas agruras. Munida do direito ao voto, à realização de greves, a sociedade permanece omissa no enfrentamento à “adulteração”, seja no ciclo vicioso em continuar elegendo aos cargos públicos pessoas com histórico de corrupção ou a não contestação  sobre a falta de investimentos nos setores públicos, como a precariedade no âmbito da educação, no saneamento básico, na saúde. Ora, essas ideias espalhadas ecoam no que citou o filósofo Edmund Burke, “no meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito”.

Além disso, outro desafio a ser enfrentado é o descaso Estatal no não cumprimento da Constituição Federal de 1988. O artigo 34 assegura que haja observância na prestação de contas da administração pública, é dever do estado preconizar a não negligência à carta Magna. No entanto, a realidade é outra, o que atesta um cenário de impunidade; prova disso foi o grampo da empresa JBS, na qual comprovou o envolvimento do senador Aécio Neves em malversações do dinheiro público, mas o mesmo continua à solta. Dessa forma, enquanto não houver uma execução eficaz das leis, o Brasil permanecerá sombreado pela exoneração.

Portanto, a fim de garantir que o artigo 34° seja assegurado, cabe um norte para as devidas intervenções. É dever do Ministério da Educação, por intermédio da escola, promover palestras sobre a importância de exercer a cidadania, compondo uma sociedade que luta por seus direitos, com o fito de acabar com o ciclo vicioso da corrupção e que sejam certificados os direitos básicos de saúde e educação. Ademais, incumbe ao ministério da defesa, fiscalizar que as leis saiam do papel, punindo todos que praticarem malversações do dinheiro público, com o intuito de cessar essa raiz de mazelas para que a corrupção deixe de fazer parte da realidade e possa apernas ser lembrada nos livros de história.