Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 16/04/2019

No Brasil, muito se fala da a ética e a eficiência na gestão pública que está diretamente relacionadas com a forma como as ações do Estado são direcionadas. A Constituição Federal de 1988 veio garantir que a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência sejam praticados efetivamente. Porém, o cenário atual corrupção, mensalão, propina são termos amplamente usados para definir as ações dos gestores atuais.

Sabe-se que os últimos anos, estão sendo implementados no Brasil mecanismos que possibilitem um maior controle social no que se refere às ações dos agentes públicos e das políticas estatais. Como exemplo, temos a Lei de Acesso à Informação, nº 12.527 que busca tornar acessível as informação por parte dos cidadãos, no que se refere à forma como os nossos recursos públicos são administrados.

Entretanto, se o país avança em alguns segmentos, em outros ele recua drasticamente. Conhecidos como “jeitinho brasileiro” as ações são pautadas em  forças políticas que favorecem as elites político-econômicas e garantem aos desfavorecidos o sentimento de falsa isonomia e uma legislação altamente burocrática. Sentimentos esses garantidos pela corrupção das ações gestoras, uma fragilidade legal, bem como uma formação acadêmica precária dos gestores.

Logo, para que se garanta uma ação mais ética dos agentes públicos é necessário que haja na sociedade uma cultura de cidadania, de forma que todos se sintam responsáveis pela construção e administração dos bens públicos. As escolas de formação do governo sejam mais integradas, fazendo com que os funcionários públicos ganhem uma visão global dos processos, minimizando os confrontos entre diferentes órgãos. E por fim, simplificar processos e ter controles mais eficientes, sem diminuir a fiscalização, mas focando o trabalho nos verdadeiros problemas e não na paralização dos mesmos por meio das burocratização.