Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 16/04/2019
A Primeira República, marcada pela política do café com leite, apresentava uma gestão pautada nos interesses de apenas uma parte da população: os coronéis. No entanto, mesmo após intensas mudanças e conquistas nesse aspecto político, o Brasil ainda sofre com a má gestão de seus órgãos públicos. Dessa forma, ainda são necessárias mudanças acerca dessa problemática.
Em uma primeira análise, vale ressaltar a negligência do estado pelos baixos investimentos nos setores públicos. Conforme o artigo 6º da Constituição, são direitos sociais a educação, a saúde, a moradia, a alimentação, o trabalho e dentre outros direitos que, no entanto, não são garantidos a toda a população. Prova disso são os altos índices de extrema pobreza, escolas e universidades públicas que apresentam greves por falta de estrutura, atraso de salário aos funcionários, baixa qualidade dos livros didáticos, o que resulta na má formação dos alunos para o mercado de trabalho, além dos hospitais públicos com falta de profissionais, equipamentos e remédios para os pacientes. Com isso, fica claro que os investimentos atuais não atendem às necessidades básicas de toda a população brasileira.
Ademais, é importante salientar que as medidas e propostas a serem tomadas pelo governo não são amplamente divulgadas à população, o que contraria a política de gestão democrática do país. Na Grécia Antiga, a política era discutida em praça pública, para que toda a população participasse das decisões tomadas, porém, no Brasil, o meio de participação popular na política se dá por meio do voto e raramente por um plebiscito ou referendo, estes realizados apenas uma vez nos últimos 20 anos segundo o site EBC. Fica claro, então, que é preciso incluir ainda mais a população na política do país.
Portanto, medidas são indispensáveis a fim de melhorar o cenário da gestão pública no Brasil. O jornalista conhecido como Barão de Itararé afirmava que o Brasil é feito por nós e só faltaria desatar os nós, logo, é preciso que o Poder Legislativo eleve o investimentos nos Ministérios da Saúde, Educação, e Trabalho, por meio de reformas estruturais nas instituições, atualização dos salários de funcionários públicos, aumento dos equipamentos médicos e melhoria na qualidade dos livros didáticos para que as normas ditadas no artigo 6º sejam concretizadas, além do aumento dos plebiscitos e referendos no país. Sendo assim, o Brasil da Primeira República não refletirá mais seus aspectos na atualidade.