Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 16/04/2019
A situação do sistema prisional brasileiro é precária. Essa realidade é preocupante, pois não só é ineficaz no combate à violência, mas também contribui para o aumento da insegurança no país. Sendo assim, é necessário analisar esse problema a partir das suas causas, até os efeitos gerados na sociedade e dentro dos presídios.
Primeiramente, a superlotação dos presídios, a constante violência e a falta de higiene e segurança dos presos tornam o presídio um lugar que não reabilita o detento, mas sim torna-o, em muitos casos, pior do que quando entrou e, possivelmente, alguém que retorna ao crime. Isso pode ser visto na série “Carcerários”, baseada no livro de Drauzio Varella, que mostra a situação dos presídios e dos agentes penitenciários no combate ao tráfico, comandado de dentro das penitenciárias. Logo, a série mostra a ineficiência do estado na recuperação de presos que, assim como na vida real, são esquecidos em suas celas.
Assim, essa realidade é consequência, principalmente, da falta de investimento adequado em educação. Segundo Paulo Freire, pedagogo e educador brasileiro, quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor. De fato, não há dúvidas de que a falta de educação está diretamente ligada à violência, pois sem escolas ou professores, é grande a possibilidade dos jovens entrarem para o mundo do crime e, assim, no futuro, aumentarem a lotação dos presídios, que pouco contribuem para sociedade, assim como para os presos.
Portanto, para alterar essa problemática, é necessário que o Governo, por meio do Ministério da Educação invista não só nas escolas, como medida a longo prazo, mas também nos presídios, através de cursos profissionalizantes, além de proporcionar que os presos concluam o ensino básico, seja fundamental ou médio. Outrossim, é importante que o Governo incentive os detentos oferecendo redução de pena para aqueles com melhores notas, bom comportamento e que tenham feito trabalhos de limpeza, a fim de diminuir a violência nos presídios e, consequentemente, na sociedade, pois os presos teriam outra opção ao invés do crime, quando fossem libertos. Dessa forma, a crise no sistema prisional brasileiro pode ser restaurada.