Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 17/04/2019

Segundo Platão, a política era a mais nobre das atividades e de todas as ciências, pois tinha como objetivo a pólis, e consequentemente a vida do conjunto de cidadãos.Tendo em vista tal colocação do filósofo grego cria-se um tom de adversidade ao se comparar com a atual situação do gerenciamento das políticas públicas. Conforme Platão, a política remete á nobreza, mas no entanto para a população brasileira, em especial, tal termo está diretamente ligado a atos de desonestidade e descomprometimento. Portanto, é mister que haja uma mudança na forma de agir dos líderes das esferas políticas, pois eventuais erros comprometem a vida de toda uma nação.

Hodiernamente é comum o cidadão brasileiro se deparar com escândalos de corrupção sendo noticiados por diversos veículos midiáticos , o que causa um sentimento de insatisfação e ao mesmo tempo de conformidade, haja vista que tais acontecimentos viraram rotina na vida da população. A falta de responsabilidade para com o seu povo aparenta se comportar como uma característica típica do governante brasileiro, o que ocasiona uma generalização negativa da imagem dessa figura tão importante. A situação enfrentada pelo país é fruto de um fenômeno conhecido como “bola de neve”, onde vários fatos ocorridos ao longo da história são determinantes para as configurações vigentes. Entre os fatores decisivos para tal situação estão: a exploração portuguesa, o regime escravocrata, uma republica marcada pelas oligarquias, entre outros.

A sociedade brasileira é a principal vítima da má administração do país, e essas dificuldades são refletidas para diversas camadas sociais, sendo a comunidade pobre a mais prejudicada. É comum encontrar dentro de todo o território nacional falta estrutura nos mais variados setores, como a educação, saneamento básico e a moradia. Tais carências aparentam não incomodar os líderes políticos, pois as movimentações para alterar os atuais problemas são mínimas, o que eleva a preocupação da população com o futuro do país, que mesmo figurando sempre entre as 10 maiores economias do mundo, não passa segurança para seus mais de 200 milhões de habitantes.

Conclui-se, portanto, que a gestão brasileira é altamente displicente e deixa a desejar em inúmeras exigências, o que leva a crer que é de substancial importância uma revolução dentro dos três poderes -judiciário, legislativo e executivo. Tais mudanças devem começar com reformulações na legislação, diminuindo as proteções políticas e executando operações de fiscalização, tornando os erros cada vez mais perceptíveis. Em segundo plano, é essencial que não haja aceitabilidade em relação aos eventuais atos ilícitos, esses que se ocorrerem devem representar o afastamento permanente dos envolvidos. Tornando dessa forma a política brasileira digna de nobreza, assim como dizia Platão.