Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 17/04/2019
De acordo com o aforismo de Altamir Lopes, ex-diretor do Banco Central, “Toda má gestão é ora fruto da incompetência ora de corrupção.”. Esse pensamento explicita de maneira competente os motivos pelo qual o Brasil enfrenta adversidades no âmbito da gestão pública, uma vez que os políticos são despreparados e a corrupção é normalizada.
Em primeira análise, é inegável que os principais gestores públicos do Brasil – nossos políticos –, não são preparados para gerir um país. Isso acontece porquanto o cidadão que decide se tornar estadista, na maioria das vezes, exercia uma profissão diferente e, ao tomar a decisão de ter uma participação política mais ativa, não se prepara para tal. Dessa maneira, ao não ter políticos qualificados em gestão, o país está vulnerável à problemas sociais, econômicos e políticos.
Outrossim, a corrupção está presente na história brasileira de maneira intrínseca e, por isso, foi normalizada e é vista como corriqueira. “Roubo, mas faço.”, máxima do político paulista Paulo Maluf representa o pensamento de grande parte da população, onde a admissão de corrupção é banalizada. Em um contexto onde o Brasil é, de acordo com o jornal espanhol El País, o 4º país mais corrupto do mundo e escândalos de corrupção, como o Mensalão e a Operação Lava Jato, assolam o país e são noticiados diariamente, a gestão pública é gravemente afetada.
Em suma, o Brasil enfrenta problemáticas associadas a gestão pública uma vez que seus políticos são desqualificados e a corrupção enraizada. Por isso é necessária, por parte do Poder Legislativo, uma lei que preveja a obrigatoriedade de uma graduação ou curso especializado em gestão pública para aqueles que desejam exercer cargos públicos para que os gestores sejam preparados e competentes em sua função. Além disso, a maior rigidez no combate à corrupção através da extinção do foro privilegiado, uma vez que, consoante ao Procurador da República, Deltan Dallagnol, este quebra o direito de igualdade perante a lei, e maior inflexibilidade nas investigações a fim de que a corrupção não tenha impacto tão grande na gestão do país. Somente dessa maneira a problemática poderá ser minimizada.