Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 18/04/2019
“O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Essa célebre citação proferida pelo filósofo Immanuel Kant faz alusão à ineficiência presente no sistema público brasileiro. Tal realidade transfigura um cenário caótico e fluido, convergente ao pensamento Baumeriano. Dessa forma, torna-se fulcral analisar a dinâmica de poder existente e relevância da democracia enquanto regime político.
De início, é indispensável pautar a reificação humana como fator contribuinte para diminuição da empatia e consolidação da hegemonia. Prova disso, é o pensamento de Karl Marx, o qual preconiza a desvalorização do mundo humano em proporção direta a valorização do mundo das coisas. Desse modo, a soberania de grupos sob outros adversos, faz-se presente. Sendo assim, é notória a exclusão de indivíduos e fuga do viés humanitário.
Ademais, o questionamento da democracia integra um estágio degradante, uma vez que delimita o poder de escolha da totalidade. Prova disso, é a convicção Rousseauniana, a qual denota a vontade geral como emanadora de todos para então esta ser aplicada a todos. Sendo assim, a recordação de princípios filosóficos, bem como a união da ética à política, para realização do cargo público, mostra-se imprescindível.
Infere-se, portanto, a permutação da perspectiva presente diante da gestão pública brasileira. Assim, urge ao Estado o reforço da atividade democrática por intermédio de campanhas sociais, com o fito de anular o vínculo da instituição com meios corruptos. Além disso, cabe à imprensa socialmente engajada, a disseminação de propagandas e divulgação dos valores inerentes ao bem comum, a fim de transmutar a realidade hodierna e restabelecer o otimismo populacional no setor público, uma vez que como citado pelo historiador Leandro Karnal: “A democracia nunca deve ser questionada, mas aperfeiçoada”.