Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2019
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade tem que funcionar como um “corpo biológico” onde todas as partes interagem entre si e que caso uma dessas partes apresente uma irregularidade, o organismo todo entra em colapso. Fora da sociologia, é fato que a teoria de Durkheim pode ser relacionada ao Brasil: a má gestão pública afeta outras categorias da sociedade como economia e saúde, fazendo com que todo o “organismo” se enfraqueça.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que eficiência é o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. Dessa forma, a eficiência é considerada fundamental para qualquer organização, seja ela privada ou pública. Entretanto, quando isso não ocorre, nota-se a falta de planejamento e controle do governo. O desperdício do dinheiro público, o gasto indiscriminado, obras caras, mal planejadas ou inacabadas são apenas algumas das consequências da má gestão e afetam diretamente a economia do país.
Além disso, a ineficiência por parte de gestores fere a Constituição da República Federativa do Brasil quando falha ao oferecer um dos direitos inalienáveis, a saúde. O cenário atual apresenta má distribuição de médicos pelo país, filas enormes, listas de espera longas e hospitais que muitas vezes não suportam a quantidade de pacientes. Vale lembrar ainda que esse contexto dificulta o acesso da população à saúde, fazendo com que muitos só procurem tratamento em estágios mais avançados das mais variadas doenças, fato que gera altos custos.
Infere-se, portanto, a necessidade de providências que amenizem o quadro atual. O Ministério da Educação deverá, por meio de palestras nas escolas e campanhas nas mídias sociais, orientar e conscientizar os alunos desde sua formação, a votarem com consciência de modo a elegerem gestores eficientes que realizem suas atribuições com presteza. Somado a isso, a União, os Estados, e os Municípios deverão investir mais rigidamente na saúde preventiva, com a finalidade de reduzir custos assistenciais de possíveis doentes. Com essas propostas iniciais, a sociedade brasileira funcionará como um “organismo biológico” integralmente.