Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 18/04/2019

Promulgada pela Constituição Federativa do Brasil de 1988, o direito à escolha de um representante político por meio do voto direto é garantido e protegido pelo Estado. Este, deve por obrigação, trabalhar em prol do progresso e utilizar seus conhecimentos para promover o bem estar social. Todavia, por consequência da não exigência de uma qualificação acadêmica para exercer atividade em determinados cargos, casos de má gestão, corrupção e retrocesso são fatores causais dessa inercial problemática prejudicial ao desenvolvimento do país.

O gestor público é personagem fundamental na administração e implementação de políticas que venham a beneficiar a população, partindo desse pressuposto, o ofício deve contar com indivíduos previamente preparados para lidar com questões pertinentes a tal. Entretanto, o Brasil é um dos únicos países no mundo em que não há a necessidade de aptidão  até mesmo para o cargo de chefe do executivo e as consequências são notoriamente refletidas na prestação de serviços e resultados satisfatórios aos anseios da massa. Segundo dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking de países mais corruptos do planeta, o que é evidenciado pela ausência de senso político da população sobre os impactos a serem causados.

Urge, ainda, a necessidade de enfatizar que a condução errônea do atuante na prestação do serviço público gera impactos que possivelmente perdurarão por muitas gerações em um país de lenta recuperação e que anseia por governantes eficientes que atendam sua nação de maneira holística. O  filme “O candidato honesto” produzido pela Rede Globo exemplifica a condução de uma nação por um indivíduo sem conhecimento de atividades político-administrativas e unicamente vislumbrado com a ideia de poder. Este leva o país à profunda crise política, social e instabilidade econômica. Não distante da realidade, no Brasil muitos gestores públicos tendem a buscar unicamente o prestígio social, desvio de verba pública para enriquecimento pessoal e descompromisso com o povo.

Infere-se, por conseguinte, que a falta de qualificação de muitos gestores são fatores causais para o atraso no desenvolvimento interno brasileiro, havendo a necessidade de políticas que visem impor requisitos para a ascensão em determinados cargos. Para que isso seja feito, o governo deve trabalhar diretamente com a população para que haja a promoção de palestras de conscientização abertas à comunidade em geral e atuar na implementação de disciplinas na grade curricular infantil e juvenil que aprimorem as noções de conhecimento político, cívico e social com a finalidade de formar novas gerações conscientes de seus deveres como cidadãos.