Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 22/04/2019

Ajustar e progredir

População participativa e órgãos públicos, ambos preocupados com a eficiência, são a essência para uma boa gestão governamental. No Brasil, a questão desta área passa a ser duvidosa, no tocante à uma boa avaliação, devido a uma série de condutas desviadas e um povo que aceita, ou desconhece, as decisões dos políticos e demais servidores dos mesmos sem manifestar reação.

Na administração pública brasileira é recorrente a falta de transparência. Iniciada em 2014, a maior operação que investiga corruptos, Lava Jato, já prendeu diversas figuras que deveriam servir os cidadãos, como antigos presidentes, e o setor privado - que muitas vezes servem como exemplo para que haja inovação no setor público - também passou a entrar nessa lista de procura. Tais atos levaram a sociedade tanto a um descrédito na existência da personalidade honesta como à cegueira para novas propostas e mudanças.

Outro aspecto trata do povo que, por ora, desconhece muitos projetos e muitas formas de sugerir, por muitas vezes serem desmotivados pela hierarquia existente, e reivindicá-los, logo, não dão o retorno necessário que o Governo precisa para saber onde aplicar mais recursos e como fazê-lo da melhor forma. Além desse fator, muitas vezes, o cidadão aceita más providências tomadas pelos órgãos sem nada fazer para melhorar.

É preciso, então, que o Governo invista mais em plataformas, como as redes sociais, para divulgação de programas e formas do cidadão avaliar tais medidas e como o dinheiro público está sendo empregado. Aliado deve estar também o povo sendo proativo, buscando o que lhe é de direito, e entendendo que o Estado não é um vilão, mas sim alguém preciso para garantir necessidades básicas, e que mudanças no contexto macro começam no espaço micro. Assim, teremos partes que se unem para buscar uma melhora de vida para todos.