Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2019

Sabe-se que o Brasil, apesar de ter um grande potencial de desenvolvimento, enfrenta problemas que impedem que uma parcela da sociedade receba seus direitos básicos e tenham uma real qualidade de vida. Assim como no filme “Um Senhor Estagiário”, Jules Ostin precisava administrar sua empresa, mas tinha dificuldade devido à complexidade do trabalho, também os governantes brasileiros acabam por enfrentarem tal desafio e terem problemas na Gestão Pública.

Em primeiro lugar, é preciso compreender que o Brasil é considerado um país continental. Levando em conta suas variedades naturais, sociais e culturais, é possível afirmar que administrar de forma eficiente e eficaz não é uma tarefa simples. Percebe-se isso nos escândalos de corrupção, no superlotamento de presídios, na ausência de qualidade e serviços de saúde, educação e saneamento básico. E aliado a essa ideia de extensa dimensão, nota-se que tais impasses existem em intensidades diferentes em cada região, estado e cidade brasileira.

No entanto, mesmo em estruturas menores, como as cidades, existe a má gestão. Como ilustração de tal realidade, tem-se a cidade de São Paulo, lugar onde o período de Dezembro a Abril é marcado pela presença de chuvas, e mesmo com essa previsão o número de mortos sobe a cada ano. Isso se deve principalmente pela falta de ações preventivas e que amenizem os impactos das intensas pluviosidades. Segundo dados divulgados pelo site Veja, em relação a 2018, o número de óbitos aumentou 310%, além de ter tido 73 pessoas feridas, 2030 desabrigadas e 6323 desalojadas.

Ademais, a falta de qualificação e experiência com administração de grandes setores faz com que gestores e políticos tomem decisões e utilizem ferramentas erradas ou no momento inapropriado, prejudicando, assim, a população brasileira. Outrossim, ferem a Constituição - no que diz respeito às funções do Estado em fornecer aos cidadãos direitos e garantias fundamentais. E isso acarreta no desperdício de dinheiro público, que provoca maior insatisfação ainda, já que os impostos cobrados são altos, e os retornos, poucos.

Portanto, para que problemas de gestão em macro e microrregião sejam solucionados, o Presidente da República deve garantir que os ministros realmente sejam especialistas, ou tenham formação relacionada ao ministério em que vão atuar, de forma a organizar funções com pessoas competentes. Cada ministério deve, por sua vez, promover formações constantes com o intuito de instruir melhor atuantes em níveis menores, mantendo coesão com governos estaduais e municipais. Por fim, é necessário que haja um envolvimento da mídia para disseminar ideias de responsabilidade ao votar e acompanhamento político por parte da sociedade. Assim, a Gestão Pública no Brasil poderá ser melhor.