Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2019

Durante o período conhecido como República Velha (1889-1930), se estabeleceu no Brasil o governo Coronelista, o qual se utilizavam da soberania populacional para fraudar as eleições. Dessa fase em diante a gestão pública carregou a ideologia de corrupta e fragilizou sua imagem perante a sociedade. Tal concepção, infelizmente, persiste até os dias atuais e tornou-se reflexo para o povo.

Rombos financeiros, desvios públicos, caixa dois. São alguns pontos mais exibidos nas mídias brasileira a respeito da situação governamental. Isso se deve ao conflito existente entre o interesse comum e o interesse particular, como exposto por Aristóteles; onde o segundo, conhecido por governo corrompido, utiliza-se de suas regalias para direcionar o funcionamento do país em prol de bem estar próprio. Por exemplo, as viagens a custeio da federação mesmo que por questões particulares.

Dessa maneira, a população acaba por agir da mesma forma, pois sendo o povo moldado pela sociedade, como dito por Durkheim, agir para conseguir algo para si mesmo torna-se justificável; logo, o brasileiro nada mais é do que reflexo da gestão pública. O que acaba por desestruturar toda a pirâmide social, como algo intrínseco a cultura, pertencente ao tal jeitinho brasileiro.

Assim, a gestão pública no Brasil necessita se reestruturar e consolidar sua imagem dentro do país, sendo um reflexo do comportamento de toda a nação. Para isso, faz-se necessário expor, detalhadamente, os gastos governamentais e consolidar a ideologia de honestidade, sem vantagens ou privilégios a determinados grupos, de maneira a tratar cada ser humano como igual. Logo, o Congresso Nacional deve formular leis que visem tornar as relações sociais horizontais ao invés de verticais; como resultado, deve fiscalizar e punir igualitariamente todos que desviem dessa concepção. Desenvolvendo-se um novo “jeitinho”.