Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 22/04/2019

Conforme o princípio da inércia, primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força suficiente atue e mude o seu percurso. Nesse sentido, verifica-se que, ao analisar-se os desafios da gestão pública no Brasil, fatores como a corrupção e a despreocupação da sociedade funcionam de forma análoga ao que se observa a lei de tal físico. Por isso, é necessário tomar medidas que alterem a perspectiva dessa problemática.

Primeiramente, vale ressaltar os efeitos das práticas ilícitas dos gestores públicos. Isso acontece, pois, historicamente, os governantes sempre estiveram subordinando as camadas populares com diversos impostos, taxas e cobranças exageradas que não surtiam efeito de progresso para a sociedade. Para exemplificar esse fato, tem-se como exemplo o período colonial brasileiro, sendo assim, a coroa portuguesa estabelecia encargos e tributos sobre a exploração do ouro e metais preciosos, entretanto, não investia na colônia brasileira, mas sim, na manutenção dos próprios privilégios. Atualmente, a corrupção resultante desse passado histórico, está presente em todos os setores públicos, como também, é caracterizado pela falta de transparência e investigação.

Cabe mencionar, em segundo plano, a falta de interesse da sociedade pelas políticas públicas. Isso ocorre devido ao não engajamento da população em conhecer detalhadamente os candidatos das eleições, votar naqueles que dão algum benefício temporário em troca, e também, a não cobrança dos eleitos das promessas de campanha. Por consequência, o corpo social é submetido a um governo despreocupado com os interesses do povo, de modo que, a violência, a baixa qualidade do ensino e as péssimas condições de saúde estarão presentes pelos próximos anos. Dessa forma, ações são necessárias para alterar a trajetória inercial, prevista por Newton, da gestão pública no Brasil.

Diante dos fatos supracitados, é imprescindível forçar a mudança do estado de repouso do problema através de medidas. Logo, cabe ao Estado realizar uma reforma política, por meio da demonstração da necessidade e apoio da Câmara e Senado, a fim de tornar obrigatório a ampla divulgação na mídia dos gastos públicos, pôr fim às reeleições e investigar suspeitas de corrupção de forma imparcial e efetiva. Paralelamente, a sociedade deve ter um maior envolvimento com as questões políticas, a partir do voto consciente e exigência do cumprimento das promessas dos eleitos, com o objetivo de garantir a melhoria na gestão pública.