Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 22/04/2019

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tanta importância que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, essa não é a realidade de parte da sociedade brasileira, sobretudo a de baixa renda, que sofre a falta de uma boa gestão por parte de seus representantes. A corrupção e a ausência da participação efetiva dos cidadãos contribuem para esse grave revés.

Primeiramente, a corrupção na gestão pública é um problema que está presente desde a formação nacional. Prova disso, na República Oligárquica, o desvio de verba pública para manutenção de interesses particulares, já era bastante utilizado pelos governantes. Hodiernamente, a Polícia Federal trouxe à tona, por meio da operação lava jato, o maior escândalo de corrupção do país, culminando nas prisões de civis, parlamentares e chefes do executivo. Um esquema que de acordo com os peritos da polícia, movimentou cerca de 8 trilhões de reais. E o reflexo dessa má gestão está ligado diretamente as precárias condições de saúde, lazer e educação, costumeiramente experimentadas pela população.

Ademais, o desinteresse das pessoas pela política é outro fator que corrobora para a crise da gestão pública. Para Aristóteles, é imprescindível o exercício da cidadania como construção de uma sociedade melhor. Entretanto, muitos cidadãos ainda não participam de modo efetivo desse processo, por conseguinte nas eleições de 2018 a abstenção foi de 20%, a maior desde o ano de 1998. Indubitavelmente, além da escolha consciente dos candidatos através do voto, a cobrança e a fiscalização da gestão pela população se fazem necessárias a boa administração.

Visando a promoção da melhoria da gestão pública no país, urge, portanto, a ampliação e aperfeiçoamento legal das políticas contra corrupção já implementadas pelo Ministério da Justiça de forma a coibir a ação ilícita dos políticos indecorosos. Outrossim, cabe as sociedades civis organizadas na forma de associações de bairros promoverem através de palestras o maior engajamento político dos moradores, com a finalidade de que se tornem mais conscientes quanto da escolha dos seus representantes e a fiscalização de suas atuações. Assim, seria possível desfrutarem de um viver melhor.