Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 22/04/2019

De acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel,em seu livro O Príncipe, a gestão de um governante só seria virtuosa, a partir do alcançar de uma finalidade benéfica e específica(Fortuna), por intermédio da capacidade de governar do principado(Virtú).Hodiernamente,no Brasil, nota-se o tênue seguimento de tal assertiva, tendo em vista os retrógrados problemas enfrentados pela  gestão pública na pátria, os quais são impulsionados pela ineficácia dos órgãos responsáveis e a negligência do Estado.

É relevante abordar,a princípio, que a ineficiência atinente ao manuseio das estruturas administrativas corrobora o andamento da problemática.Isso porque, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, as ‘‘Empresas Zumbis’’ são corporações que existem no papel,mas não exercem suas reais funções no âmbito político-social,caracterizando-se,portanto,como mortas-vivas.Sob essa ótica,percebe-se que, as instituições responsáveis pelo controle da gestão pública se análogam a tal assertiva,na medida em que, usam da corrupção como meio de benefício para os próprios gestores em detrimento do virtuoso controle proposto por Maquiavel, sem realizar,dessa forma, as verdadeiras aplicabilidades de auxílio à população em seus direitos fundamentais.Desse modo, com a crescente corruptela gerencial dos órgãos públicos, agrava-se as dificuldades do sistema público.

Outrossim, a omissão do Estado é um dos principais fatores para a perpetuação do impasse.Isso ocorre porque, apesar do Artigo 3º da Constituição Federal assegurar o desenvolvimento nacional digno,tal deliberação não acontece; haja vista que, são diminutas as fiscalizações e leis específicas que suscitem a eficácia do funcionamento das entidades públicas como secretarias e prefeituras,sendo,infelizmente,comum desvios de verbas ou paralisações nos atos políticos.Dessa forma, com a passividade governamental, o Estado Democrático de Direito encontra-se ameaçado.

Portanto,de acordo com os fatos supracitados,faz-se mister a atuação abrangente do Governo no combate do empecilho.Com isso, o Governo Federal em parceria com a Controladoria Geral da União, deve, a partir de políticas públicas, contratar profissionais que fiscalizem os órgãos públicos com o fito de adelgaçãr a corruptela e garantir o funcionamento da gestão pública.Não obstante,ao Ministério Público, compete abrir investigações que viabilizem a promoção legal dos direitos humanos, a datar de campanhas que incentivem a transparência das instituições detentoras de poder.Por fim, tem-se um país no qual a terio de Nicolau Maquiavel, terá representatividade.