Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 22/04/2019

Consoante a Constituição Federal de 1988, o governo vigente compreende hercúleas responsabilidades para com o corpo social em que está inserido, asseverando rigidamente direitos e deveres à população. Todavia, é bastante perceptível que tal ideário torna-se frequente apenas no âmbito demagógico. Isso porque a corrupção transfigura-se em uma problemática reincidente no contexto sócio-histórico brasileiro em sua totalidade. Por conseguinte, esse cenário influencia, de forma significativa, na sociedade, dificultando o desenvolvimento de benesses à esta.

Em primeira análise, cumpre mencionar que o paradigma corrupto apresenta raízes profundas em toda conjuntura histórica nacional. Tal fator dificulta consideravelmente o desenvolvimento do país. Assim, pode-se perceber que a estrutura social hodierna opõe-se radicalmente ao ideal contratualista, amplamente defendido pelo filósofo inglês Jean-Jacques Rousseau, em que o governo e a comunidade em que ele está incluso devem manter relações mútuas, a fim da promoção de benefícios recíprocos. Destarte, é incontestável que tal problemática mostra-se demasiadamente prejudicial à consecução de ações que ocasionem a homeostase social. Nesse viés, a falta de uma efetiva gestão pública na contemporaneidade causa problemas multissetoriais à determinada circunstância.

Em segunda análise, convém ressaltar que tais problemas multissetoriais equiparam-se com obstáculos ao progresso do país. Nesse sentido, exemplifica-se tal quadro com a carente atenção em áreas de saúde, educação e segurança. Esses elementos sendo os pilares para um avanço salutífero. Assim sendo, a sociedade contemporânea é comparável ao ambiente retratado literariamente na obra “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, onde a precária estruturação e gestão ineficiente oferecidas pelo Estado maleficiam exponencialmente à população estabelecida. Dessa maneira, é inexorável que esse cenário é deveras contraproducente, sendo execrável à evolução da coletividade vigente.

Diante disso, atitudes são basilares à reversão desse quadro dantesco. Portanto, urge que o Ministério Público, em parceria com a Polícia Federal e demais órgãos especializados em fiscalização, proporcionem uma exponencial minimização de ações corruptas, por intermédio de espessos investimentos em atividades de cunho fiscal, com o intuito da promoção de tornar esse aspecto estigmatizado diminuto na sociedade brasileira. Concomitantemente, é imperativo um aumento expressivo na porcentagem do PIB - Produto Interno Bruto - nacional nos campos eminentes, como educação, saúde e seguridade, perante os Ministérios da Educação, Saúde, Segurança Pública, Planejamento e Economia, com a finalidade de ocasionar um desenvolvimento regular e equilibrado no país. Desse modo, a lógica constitucional tornar-se-á também prática, não restringindo-se à demagogia.