Gestão Pública em questão no Brasil

Enviada em 27/05/2019

A ideia de “coisa pública” surgiu na Pólis Grega, onde um grupo de pessoas agiam para gerir o espaço urbano e garantir o bem-estar social. Nesse sentido, percebe-se a importância histórica de uma boa gestão pública para o crescimento de uma civilização, haja vista que sua ineficiência reduz a legitimação dos direitos básicos à vida e instabiliza o sistema político de um país, a exemplo o Brasil. Dessa forma, analisa-se que essa problemática persiste em função da má gerência do dinheiro público.       Mormente, é relevante ressaltar que o Brasil possui o 8º maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, sendo 37% desse valor fruto da arrecadação de impostos pagos pelo povo, segundo a Receita Federal. Dessa maneira, é evidente que a precariedade do sistema público está intimamente ligada ao despreparo dos governantes na administração dos recursos, visto que há dinheiro mas não há seu retorno em serviços de eficiência que garantam a qualidade de vida dos cidadãos. Logo, é notória a necessidade de mudanças no Governo Federal no que tange o uso do tesouro nacional para que a população seja devidamente recompensada por seus pagamentos.

Outrossim, é preciso observar que os gastos ineficientes geram prejuízos de 68 bilhões de dólares por ano, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em face a isso, infere-se que além do despreparo para render o dinheiro público, ainda há uma ineficiência absurda para evitar o desperdício, o que apenas comprova o quanto o PIB nacional está sendo desperdiçado na mão de governantes incapacitados e de uma população passiva que assiste seus impostos serem mal geridos e não posicionam-se contra esse sistema.

Destarte, está claro que a péssima administração dos recursos e a defasagem do sistema são fatores determinantes para a má gestão pública no Brasil, o que precisa ser combatido com urgência. A princípio, o Governo Federal junto aos Ministérios devem investir em medidas preventivas como escolas e medicina preventiva, para que haja redução nos gastos de medidas curativas, como saúde e cárcere, por meio de reuniões com especialistas em diversas áreas e economistas renomados para elaboração de um projeto de uso do tesouro nacional nessas ações, pois elas, a longo prazo, causarão maior impacto social que garantirão o crescimento do país. Ademais, o Ministro da Economia deve visitar empresas privadas para conhecer as inovações tecnológicas e de gestão, para que as medidas de sucesso comprovado sejam aderidas ao sistema público, por meio de investimento financeiro e profissional, em uma tentativa de reduzir os gastos desnecessários, em especial com burocracia, e de modernização do sistema, pois assim, os impostos serão melhor investidos e a população terá seus direitos assegurados, de bem-estar social.