Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 29/05/2019
Segundo Rousseau, para garantir a segurança e o bem estar da vida em sociedade, seria necessário fazer um contrato social, por meio do qual prevaleceria a soberania dos interesses do povo. Desde quando os indivíduos começaram a se organizar e conviver coletivamente, houve a necessidade de uma gestão pública eficiente, que assegurasse a todos os cidadãos direitos fundamentais. O grande problema do Brasil atualmente, está na corrupção dos gestores e na má administração dos recursos em todos os níveis dos poderes: Federa, Estadual e Municipal; além de ministérios, instituições e fundações.
Não é novidade que o Brasil necessita de um choque de eficiência e gestão na administração coletiva. Um dirigente de tais instituições é um profissional capacitado a planejar e gerenciar as organizações, ONG’s, além de atuarem também em empresas privadas que fazem parcerias com o poder público. Seu foco principal deveria ser o bem estar da coletividade. Contudo, o que se observa no país atualmente, são pessoas despreparadas e sem preocupação nenhuma com o bem estar social; que não conseguem gerir corretamente os recursos disponíveis, não fazem um planejamento adequado, e, com isso, desperdiçam indiscriminadamente o dinheiro que deveria beneficiar a todos.
A forma de gerir a máquina pública atualmente vem se tornando obsoleta, e abre brechas para práticas corruptas. Atos que colocam o interesse particular em detrimento do bem coletivo são cada vez mais comumente observados. A exemplo disso, está o ocorrido em Santa Catarina no ano de 2014, em que em esquema de pagamento de propina para o favorecimento em licitações, e fraudes em contratos entre empresas particulares e instituições públicas, foi descoberto pela polícia federal em uma de suas operações. E esse é somente um exemplo dentre vários outros que aparecem nas mídias atualmente.
Infelizmente, a corrupção e a má gestão estão muito presentes em todos os níveis da Federação. Por isso, o Poder Legislativo deve fiscalizar com rigor todas as contas públicas. Esse deve também, traçar metas – como aplicações de multas a todos os gestores que não prestarem contas adequadamente – para que a Lei da Transparência seja cumprida com inflexibilidade. O Poder Judiciário deve fiscalizar o cumprimento dessa lei por meio de auditorias dos gastos públicos, enquanto cada cidadão deve sempre buscar informações de como esses recursos estão sendo gastos, por meio do portal da transparência, que está disponível por meio eletrônico para todos os cidadãos. Assim, com o comprometimento do Governo e de cada indivíduo da sociedade, o dinheiro deixará de ser desperdiçado e desviado, e poderá ser aplicado nos locais de maior necessidade, como na saúde, na educação de qualidade e na criação de novos empregos.