Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 11/09/2019
“Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. No trecho da canção “Que País é esse”, Renato russo retrata o cenário caótico da política brasileira. Diante desse contexto, é válido ressaltar que a gestão pública no Brasil é diretamente afetada por essa realidade, pois devido a isso, há o desvio de verba pública e corrupção, que se alastrou de tal forma, que tornou o Estado aparelhado. Portanto, é evidente a necessidade da elaboração de meios para resolver esta problemática.
Em primeiro lugar, a má gestão pública é um dos maiores males que assola a sociedade brasileira. De acordo com a revista Veja, cerca de 55% das verbas destinadas para segurança e educação foram desviadas nos últimos 10 anos. Por conseguinte, o Brasil tornou-se um dos líderes no ranking mundial de homicídios e um dos últimos quando se trata de educação segundo a Onu, pois com o desvio dessas verbas o dinheiro não chega onde precisa. Assim, a qualidade de vida da população é diretamente afetada por não ter seus direitos assegurados.
Ademais, a corrupção aparelhou o Estado, de tal forma, que as eleições são feitas por negociatas entre partidos políticos, compra e venda de votos. Sendo assim, o poder fica concentrado em um pequeno grupo político, que corrompe o destino das verbas das necessidades básicas da sociedade. Segundo o jornal Folha de São Paulo, os acordões partidários são as principais formas de corrupção na política, pois é onde ocorre a compra de cargos e o desvio de verbas para bancar eleições e mordomias.
Portanto, cabe à Procuradoria Geral Da República elaborar normas que fiscalize como as verbas públicas estão sendo geridas, e se há corrupção entre os responsáveis por administrá-las, por meio de leis anticorrupção e prestação mensal das contas públicas com a comprovação de que o dinheiro foi usado com o que deveria, a fim de tornar o Brasil um país justo, onde a sociedade usufrui dos seus direitos, assim, fazendo jus à constituição.