Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 02/12/2020
A Constituição Federal exige que a Administração Pública obedeça aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Entretanto, percebe-se que os gestores da máquina pública no Brasil tentam burlá-los, principalmente a legalidade, moralidade e eficiência. Dessa forma, é urgente citar porque essa gestão é tão ineficiente e como a corrupção está ligada a ela.
Em primeira análise, a Gestão Pública, atualmente, não tem acompanhado as mudanças tecnológicas e científicas no âmbito administrativo, deixando de obedecer à eficiência. Para uma boa gerência, os equipamentos e ferramentas de trabalho precisam estar atualizados as demandas, o que muitas vezes não acontece, causando, assim, uma lentidão na solução de problemas. Além disso, as atuais teorias administrativas que buscam melhor eficiência e eficácia não têm sido aplicadas neste setor, ocasionado a morosidade burocrática.
Em segunda análise, os outros princípios da Administração Pública, legalidade e moralidade, também não são inteiramente aplicados. Segundo a Transparência Internacional (TI), de 180 nações avaliadas quanto à corrupção, o Brasil ocupa a 106º posição, sendo um exemplo de ilegalidade e imoralidade. Ademais, a operação “Lava Jato”, da Polícia Federal, já prendeu vários políticos e gestores, ligados às empresas públicas e privadas, por corrupção e lavagem de dinheiro, e tornou-se a maior operação anticorrupção no Brasil.
Portanto, medidas são necessárias para se resolver os problemas da Gestão Pública. De início, cada setor administrativo deve passar por uma reforma em seus conjuntos de equipamentos, por meio de reservas de verbas públicas destinadas a este fim. Além disso, o Poder Legislativo deve criar, por meio de lei, mecanismos em que a sociedade avalie e fiscalize os gestores públicos, a fim destes serem punidos, não só quando ineficientes, como também se agirem na ilegalidade e imoralidade.