Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 07/01/2021
É notório que a gestão pública no Brasil deixa muito a desejar. Além disso, a má administração dos recursos públicos e o patrimonalismo são alguns dos fatores que agravam esta situação. No país, há um desperdíçio muito grande de verbas públicas com obras inacabadas, mal feitas e fantasmas. Além desses exemplos, o nepotismo e a corrupção demonstram que o patrimonialismo ainda se encontra enraizado dentro dos órgãos públicos e que muitos dos governantes são ineficientes no que se refere ao uso da máquina pública.
Certamente, o uso ineficiente dos recursos públicos por parte dos gestores causam diversos prejuízos aos cofres públicos e consequentemente a população. Segundo o TCU, em 2019, o país já contava com 14.403 obras financiadas com recursos federais e que estavam paralisadas. Dentre essas obras estão: escolas, creches, rodovias e obras de saneamento, as quais poderiam melhorar a qualidade de vida dos contribuintes.
Além disso, há o patrimonialismo que ainda se encontra dentro de grande parte dos órgãos públicos. Neste sistema, não há uma diferenciação entre o público e o privado. Os administradores públicos utilizam o bem público em benefício próprio ou da família. Ademais, nessa forma de governo costuma ocorrer diversos casos de desvios, superfaturamento e nepotismo. Neste modelo, os familiares ocupam os cargos públicos o que causa, muitas vezes, a ineficiência dentro das organizações.
Portanto, percebe-se a ineficácia do Estado no que se refere a gestão dos recursos. São necessárias medidas de controle e monitoramento da população no uso dos seus impostos por meio de participação nas decisões dos entes federais. Além disso,uma atuação maior por parte dos órgãos de controle no combate à prática do nepotismo. Há também, a realização de concursos públicos para a escolha das pessoas mais adequadas às vagas públicas e assim tornar as instituições mais eficientes.