Gestão Pública em questão no Brasil
Enviada em 14/09/2022
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), preconizam que todo cidadão tem direito à igualdade. Entretanto, esse propósito é inefetivado mediante os desafios para a dinamização da integridade pública no Brasil. Isso posto, vale destacar a displicência estatal e a alienação social como agravantes dessa problemática.
Nesse sentido, é notória a negligência governamental perante o cumprimento dos direitos constitucionais da população. Sob essa ótica, cabe aludir à obra do sociólogo Gilberto Dimenstein, “O Cidadão de Papel”, em que o autor disserta acerca de sociedades que falham em garantir aos cidadãos os seus direitos normativos. Dessa forma, faz-se relevante que, em situação análoga ao livro abordado, o cenário hodierno de brasileiros que são negligenciados diariamente de uma gestão pública eficaz contraria as garantias de igualdade e justiça asseguradas pela Carta Magna. Fica clara, pois, a inoperância estatal no Brasil.
Ademais, vale ressaltar que a falta de informações acerca da importância da integridade pública acarreta a alienação social. Para entender tal apontamento, é válido relembrar a filósofa alemã Hannah Arendt, em seu conceito de “Banalidade do Mal”, em que a autora reflete a respeito da atual incapacidade individual de compreender os fenômenos sofridos por outrem. Com isso, em consonância com o pensamento da escritora, o cidadão brasileiro, sem acesso ao conhecimento acerca da invisibilidade coletiva gerada por gestões ineficazes, aliena-se e tem como consequência a disseminação de atitudes preconceituosas.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para implementar a integridade pública. Para tanto, cumpre ao Estado- órgão de maior importância nacional- fomentar a fiscalização do cumprimento de leis, por intermédio do Poder Judiciário, com o intuito garantir aos indivíduos gerências governamentais eficazes. Além disso, compete à mídia - responsável pela conscientização- criar campanhas por meio do âmbito digital, como as redes sociais, com a finalidade de sanar a desinformação em torno das políticas estatais. Desse modo, viver-se-á em uma sociedade que difere da obra de Dimenstein.