Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/05/2018
A influência da sociedade patriarcal sobre a identidade feminina reproduz consequências psicossociais em sua formação. Nesse viés, observa-se aumento na incidência de gravidez na adolescência, apesar das taxas de fecundidade terem diminuído desde o início dos anos 70, no Brasil, a proporção é maior comparada ao total de partos no país. Desse modo, a gestação na adolescência é considerada uma situação de risco tanto para as adolescentes como para os recém-nascidos, pois as características fisiológicas e psicológicas não são adequadas para o período, uma vez que a deficiência na educação sexual e o tabu sobre a sexualidade geram pais precoces e incapacitados.
Em primeiro plano, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas, o Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez na adolescência da América do Sul, sendo um em cada cinco bebês recém-nascidos filho de mãe adolescente. Logo, a falta de discernimento e informação sobre o planejamento reprodutivo provoca maior impacto nas adolescentes de baixo status socioeconômico. De maneira análoga, a psicóloga e especialista em gravidez na adolescência, Diana Dadoorian, afirma em sua pesquisa que meninas de classes populares entendem a figura materna como sua única função social a ser exercida, pois a falta de instrução se encontra presente.
“A sexualidade não se vincula apenas ao psiquismo do indivíduo, mas está atrelada também a sua formação pessoal…”. Consoante ao pensamento do psicanalista Sigmund Freud, a sociedade atual carece na educação sexual de crianças e adolescentes, a qual se faz necessária no desenvolvimento do indivíduo. No entanto, o tabu presente nas relações familiares e a falta de serviços públicos eficientes aumenta o índice de gravidez na adolescência.
Infere-se, portanto, a gravidez na adolescência um problema de saúde pública. A fim de atenuar este problema, é imprescindível que o Governo Federal organize em escolas,campanhas, por meio de atividades lúdicas de carácter educacional, mostrando a importância da prevenção nas relações sexuais para aumentar a instrução e conhecimento de crianças e adolescentes. Além disso, cabe ao núcleo familiar se fazer presente e interativo na contração social do indivíduo. Assim, alcançar-se-á aumento na educação sexual dos jovens.