Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2018

Um fenômeno que acontece majoritariamente em países subdesenvolvidos tem colocado em risco a saúde das adolescentes brasileiras, tanto física, quanto psicológica. A gravidez nessa etapa da vida traz consequências emocionais inimagináveis, por se tratar de uma personalidade ainda em formação. Além disso, a taxa de morte materna é muito maior nessa faixa etária. Infelizmente, a criação de leis e normas, como as que impedem uniões precoces, são ineficazes, já que se trata de um problema de causas culturais.

A dificuldade de pais e mães conversarem sobre sexo com seus filhos, por exemplo, provoca uma grande falta de informação a respeito desse comportamento biológico. Assim, não é dada a devida importância à utilização de meios contraceptivos, tanto para evitar gravidez indesejada, como para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Como resultado, cada vez mais jovens preferem maior prazer em detrimento dos cuidados necessários.

Dados estatísticos mostram que o Brasil tem uma taxa de nascimento mais de três vezes maior que o Estados Unidos e seis vezes maior que a do Canadá para jovens entre quinze e dezenove anos. Os números apontam irrefutavelmente um problema para o país, que não ensina em suas escolas nada além do aspecto biológico do sexo. A visão que se tem, portanto, é circundada de tabus, impedindo um diálogo aberto, e justificada ainda pela pouca idade dos adolescentes, faixa etária na qual a discussão se faz mais urgente.

As escolas, portanto, tem um papel fundamental em desmistificar a visão que se tem a respeito da prática sexual, promovendo diálogos honestos e expondo o perigo da gravidez na adolescência através de palestras com especialistas ou na própria sala de aula. Dessa forma, além de prevenir resultados que estão se tornando tão comuns no Brasil, é possível que forme pais mais conscientes da necessidade do diálogo com os filhos.