Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
É evidente o crescimento dos casos de gravidez na adolescência, gerando na maior parte das vezes um problema social bastante grave. A gravidez na adolescência é multicausal, as quais podemos destacar, inicio precoce da vida sexual, não uso de métodos contraceptivos, falta de orientação adequada, questões psicológicas, e as consequências de uma gravidez indesejada na vida de um adolescente são diversas.
No Brasil, a taxa de gravidez na adolescência é de 68,4, essa elevada taxa pode ser justificada pela ausência de orientação sexual adequada na infância e na adolescência, que deveriam ser feitos pela família e pela escola, contudo, ainda hoje por muitas vezes esse assunto é considerado tabu. Por outro lado, países que tem o índice de desenvolvimento humano melhor que o Brasil, as taxas de gravidez na adolescência são menores.
Umas das premissas do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), é disponibilizar serviços médicos e medidas de proteção à gestante, através do SUS (Sistema Único de Saúde), bem como garantir cuidados especiais ao próprio recém-nascido. Como reflexo disso, os estados esperam que as gestantes sendo elas adolescentes ou não, assim como seus filhos tenham o suporte digno e necessário para o seu bem-estar. Além disso, esse é um bom momento para fornecimento de informações sobre cuidados e prevenção, para que uma segunda gestação indesejada não aconteça.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a gravidez na adolescência é considerada de alto risco, devido às repercussões sobre a saúde da mãe que podem ser física, como parto pré-maturo, doenças hipertensivas, atraso de crescimento fetal, aborto natural ou psicológica, como medo, insegurança, depressão, abandono escolar, portanto, é imprescindível o apoio familiar quando ocorre a gravidez precocemente. Visto que, o auxilio e a orientação fornecido pelos familiares podem colaborar para que muitos desses problemas sejam evitados.
Desse modo, é notório a alta incidência de gravidez na adolescência e os problemas que a mesma pode acarretar na vida física, psicológica e social dos adolescentes. Espera-se, que haja um maior diálogo entre os pais, os professores e os profissionais de saúde com os adolescentes, como forma de esclarecimento e informação sobre o inicio de uma vida sexual, planejamento familiar, as consequências de uma gravidez indesejada, o uso de contraceptivos, além da elaboração e implementação de políticas públicas efetivas direcionadas a esse público por parte do Estado.