Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
Sabe-se que, biologicamente, os corpos masculino e feminino costumam estar prontos para o processo de fecundação já no início da segunda década de vida. Socialmente, porém, a gravidez, muitas vezes, não é desejada nessa fase. Nesse perspectiva, é possível observar que tal problemática é algo evidente no Brasil. Assim, em virtude da mentalidade insciente dos jovens, nota-se que essa conjuntura indevidamente tem causado prejuízos aos afetados.
De início, é válido observar que, segundo o doutor David Hill, membro da Associação Americana de Pediatras, quase metade das pessoas que terminam o terceiro ano do ensino médio já é sexualmente ativa. É imprescindível pautar, nesse sentido, que é de extrema importância que esses jovens saibam a necessidade de se proteger durante a prática do sexo. Entretanto, essa não é uma realidade no país, haja vista que, segundo estatísticas, grande parte dos adolescentes costuma ter relações sem proteção e não saber sobre como funciona o ciclo menstrual feminino. Dessa forma, inconvenientemente, nota-se uma parcela social que dispõe de uma mentalidade ignorante, o que implica o aumento do número de gravidezes durante as fases mais jovens da vida.
Nesse sentido, ainda convém entender que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), salubridade é o conjunto das higidezes social, física e mental. Conduto, a problemática em questão tende a romper esse relevante princípio, porquanto os adolescentes que se tornam pais ou mães, principalmente no caso das meninas, costumam deixar de usufruir da vida em sociedade para cuidar da prole. Pode-se notar, também, que as gestações são, em grande parte dos casos, consideradas de risco, fato que aponta para a possibilidade de morte ou de sequelas. Assim sendo, é inegável a necessidade de combater esse contratempo, a fim de que a ideia de saúde criada pela OMS, para o contexto inúmeros indivíduos, seja defendida.
Percebe-se, portanto, que a gravidez na adolescência é, em vários casos, maléfica e deve ser evitada. Para tanto, com o fito de que o público juvenil passe a ser consciente de seus atos, compete às escolas e à mídia instruir esse segmento social sobre as prevenções e as consequências da gestação em épocas não recomendadas. Isso pode ser feito por palestras anuais de professores de biologia em colégios de ensinos fundamental e médio, de forma a distribuir cartilhas educativas para serem estudadas durante o ano, e pelo debate em programas de entretenimento, de modo a convidar especialistas para falar sobre o assunto. Destarte, poder-se-á combater essa danosa conjuntura em evidência no Brasil, o que agirá na proteção da saúde de incontáveis pessoas.