Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2018

A gravidez na adolescência é classificada em alto risco, visto que podem ocorrer diversos problemas, desde a gestação à morte da gestante. Segundo à Organização Mundial da Saúde, o Brasil está entre os países da América com mais alta taxa de meninas, entre 15 e 19 anos, grávidas. Esse fato pode estar relacionado com a falta de uma educação sexual eficiente no país, com alta carga de informações preventivas para as DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis), porém, pouquíssimas sobre a gravidez.

Ao falar de educação sexual, é possível perceber que o assunto é rodeado por preconceitos conservadores, que acreditam que incluí-la trará um aumento da vida sexual ativa precoce. Entretanto, pode ser, justamente, pela falta do ensino dessa ciência, que tantos adolescentes brasileiras estão engravidando, porque, em algum momento são atingidas por assuntos de cunho sexual, e a falta do debate sobre não permite que informações sobre consequências e responsabilidades de iniciar-se tão cedo nesse mundo, as atinjam. Um exemplo da situação é o funk brasileiro, que tem colocado em evidência uma cultura sexual exacerbada, e que facilmente chega ao público infanto juvenil, sem que uma carga de informações importantes sobre a vida sexual também os atinja com igual ou maior intensidade. Por isso, muitos tornam-se precocemente ativos, sem consciência abrangente, preventiva , de uma gravidez, ou das dificuldades e perigos de uma gestação fora do tempo.

Para que o cenário atual seja melhorado, é necessário que haja um debate maior sobre a importância de falar sobre sexo e suas consequências, tanto no ambiente familiar como nas escolas, que são os educadores principais na formação de um indivíduo da sociedade brasileira. E, por conseguinte, a atuação do Ministério da Educação e da Cultura, com a ajuda dos educadores, na criação e, respectivamente, execução de projetos sociais que foquem não apenas na prevenção  das DST’s, mas também da gravidez precoce e suas consequências como os riscos médicos, as dificuldades na criação de um filho, na probabilidade de descender economicamente, e sobre responsabilidades, para que a ideia ilusória de independência que muitas meninas almejam alcançar, com uma gravidez. Assim, investindo em políticas públicas de educação e informação, poderá ser visto um decaír da taxa de gravidez precoce no Brasil.