Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2018

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada em 1948, todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. No entanto, em oposição a tal preceito do documento, vê-se que muitos adolescentes, no Brasil, não estão usufruindo desses direitos, pois observa-se, uma taxa elevada de casos referentes a gravidez precoce entre essa parcela da população. Nesse contexto, é de fundamental importância o combate dessa prática e para isso, deve-se analisar como as condições socioeconômicas e a omissão do poder público, provocam os casos de tal problemática.

Em primeira análise, cabe pontuar que a pobreza entre os indivíduos é um dos fatores responsáveis pelos altos índices de adolescentes grávidas no território nacional. Isso acontece porque, pessoas nessas condições, em sua maioria, não acreditam que possa haver chances de ascender socialmente e, com isso, não possuem expectativas e planejamento de um futuro mais promissor, tornando-se mães precocemente, pois lhes sobram apenas esse papel na sociedade. Por outro lado, a juventude que possui um melhor poder aquisitivo e, consequentemente, um ensino de melhor qualidade, buscam realizar inicialmente outros objetivos, como conseguir uma vaga na faculdade, posteriormente um bom emprego, realizar viagens e, somente após a estabilidade, planejar a maternidade.

Paralelamente, a omissão do poder público no que se refere aos baixos investimentos destinados à saúde, também favorece os altos índices de gravidez precoce. Como exemplo, pode-se apontar as precárias condições das unidades de saúde em algumas regiões do país, na qual faltam contraceptivos e recursos humanos para realização de consultas e orientações referentes a prevenção e o acompanhamento do pré-natal. Importante salientar que gravidez em idade inferior a dezoito anos, segundo o Ministério da Saúde, é considerada de alto risco, podendo trazer danos à saúde da mãe e do feto. Desse modo, fica evidente que o Governo não está cumprindo o seu dever, pois, conforme a Constituição Federal Brasileira, a saúde pública é dever do Estado.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o as escolas, melhorar a qualidade de ensino no país e criar projetos que visem ampliar a visão de futuro para que, dessa forma, eles possam ter a oportunidade de planejar e usufruir de uma vida de melhor qualidade. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, com o apoio das prefeituras, destinar verbas para abastecer as unidades básicas de saúde com recursos materiais e, além disso, contratar médicos, enfermeiros e psicólogos para que juntos ofereçam prevenção e promoção em saúde, além de todo suporte necessário para um eficiente pré-natal. Dessa forma, a sociedade poderá se adequar de forma satisfatória aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.