Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/05/2018
A oportunização de vivência da juventude
A gravidez em tenra idade é um dos assuntos de grande importância para a Organização Mundial de Saúde (OMS). A causa de morte mais comum em jovens mulheres, especialmente as de países pobres, são as complicações na gravidez e no parto, configurando um problema de saúde pública. O Governo, juntamente com as autoridades competentes, deve lançar políticas públicas que contribuam para a redução das gravidezes na adolescência.
Em primeiro plano, é significante olhar para o passado, a fim de que se entenda o presente e o futuro. Antigamente as mulheres brasileiras casavam-se bastante novas e era comum que tivessem logo no início do matrimônio muitos filhos. Essa é uma herança cultural que, apesar do tempo, tem perdurado. A OMS divulgou que o índice brasileiro de gravidez na adolescência está acima da média latino-americana, estimada em 65,5.
De outra parte, é relevante pontuar que a gravidez precoce gera uma série de ônus, além do vultoso número de óbitos. Problemas como a depressão, o abandono dos estudos, a falta de perspectiva profissional e a acentuação de privações financeiras são comuns na vida de mães adolescentes.
Urge, portanto, que as jovens brasileiras possam, de fato, aproveitar sua juventude. Para tanto, é necessário que o Governo, juntamente com o Ministério da Educação e da Saúde, além de aulas de educação sexual, oferte um serviço de apoio pedagógico mais atuante nas escolas de rede pública, com psicólogos, sexólogos e pedagogos, voltado ao atendimento tanto dos estudantes, quanto de seus pais, de forma que haja mais diálogo nos lares e um melhor desenvolvimento psicológico dos jovens. Além disso, a fim de gerar reflexão, o Governo, em parceria com a mídia, deve promover campanhas publicitárias de prevenção da gravidez precoce, além de abordar o assunto em novelas e programas de palco. Assim, os jovens brasileiros terão a oportunidade de viver, de fato, a juventude que têm.